| Abdias Nascimento foi um ativista de destaque do movimento negro |
Denilson Lima Santos[1]
Constantemente nos deparamos com jornais, telenovelas ou filmes em que os diálogos são acentuadamente racistas. Quando nos levantamos e apresentamos esses textos como discurso de uma sociedade que maquia a verdade e que insiste em embranquecer-se, alguns dizem “isso é fundamentalismo”. Ou então expressam: “Nesses tempos de fundamentalismo é perigoso tomar essas atitudes”.
Quero evidenciar que “essas atitudes” são as nossas que denunciamos, por exemplo, quando escutamos que as cotas são “outro tipo de racismo”; ou quando uma personagem branca agride outra personagem, negra, e para completar a cena, esta “apanha” de joelhos. Nesse espaço de reflexão, nos perguntamos: como é ser negro 24 horas por dia? Sobretudo quando nos localizamos em Feira de Santana, por exemplo.