7 de set de 2011

Diretório Nacional do PSOL rejeita filiação de Rose Bassuma

O Diretório Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) reuniu-se em São Paulo nos dias 3 e 4, onde discutiu o posicionamento político da agremiação diante do quadro nacional, avaliação da conjuntura e decisões sobre o 3º Congresso Nacional do PSOL a ser realizado nos dias 2 a 5 de dezembro. "Foi uma reunião positiva em que demos encaminhamentos organizativos e políticos no rumo da consolidação do PSOL como sendo um novo partido socialista em favor de uma nova política, essencialmente anticapitalista e radical na defesa dos direitos e interesses das classes trabalhadoras e de todas as camadas e setores oprimidos na sociedade", afirma Afrânio Boppré, secretário geral nacional do PSOL.

Em relação à questão da filiação de Rose Bassuma ao PSOL foi acatado o recurso da executiva municipal de Salvador que considera irregular todo o processo e, sendo assim, ela não está filiada. Na votação, ocorrida no domingo, 4, o Diretório Nacional do PSOL deliberou pela rejeição da filiação. Houve 27 votos contrários à filiação, 13 abstenções e nenhum voto favorável à filiação.

Hamilton Assis, presidente do Diretório Municipal do PSOL em Salvador, informa que "a irregularidade do processo se deu na origem. Rose Bassuma procurou o Diretório Estadual para solicitar sua filiação e não o municipal de Salvador. Mesmo assim ela recebeu quatro votos favoráveis em um total de nove. A recusa em filiá-la não baseia-se nas suas convicções religiosas. Nossa divergência situa-se no campo da política. Rose Bassuma e seu grupo aliaram-se no processo eleitoral recente ao que existe de mais conservador na política baiana. Apoiaram José Carlos Aleluia (DEM) para o Senado e no segundo turno José Serra (PSDB) para a Presidência. Sua campanha eleitoral recebeu apoio financeiro de empresários conservadores como, por exemplo, Luis Eduardo Grangeiro Girão. Queremos o crescimento do PSOL, porém, não a qualquer preço e quebrando princípios ideológicos", afirma.

O dirigente partidário acrescenta que "para constar e resumir a questão, na reunião do Diretório Nacional do PSOL votou-se o reconhecimento ou não da filiação de Rose Bassuma, a qual foi negada por maioria, 27 votos contrários e 13 abstenções. Os números por si só se definem. Querer atribuir a não filiação a um processo inquisitorial ou de perseguição religiosa é tentar esconder os fatos políticos que já destacamos. Rose Bassuma corroborou com a posição de apoiar o voto em Serra (PSDB) e Aleluia (DEM) durante o segundo turno das eleições de 2010, possibilidades estas nunca pautadas ou apoiadas pelo nosso partido por considerarmos o PSDB e o DEM completamente opostos ao projeto de sociedade que defendemos, bom lembrar que o posicionamento do PSOL no 2º turno de 2010 em nenhum momento aventa a possibilidade de apoio as candidaturas demo-tucanas".

Sobre a questão da descriminalização e legalização do aborto em nosso país Hamilton Assis esclarece que "durante as eleições de 2010, o PSOL apresentou em seu programa a defesa da legalização do aborto. Apesar de seu posicionamento pessoal sobre a questão, Plínio de Arruda Sampaio defendeu em diversas entrevistas a descriminalização e legalização do aborto por compreender o drama sofrido por milhares de mulheres que recorrem aos abortos inseguros e clandestinos e acabam morrendo. Foi uma vitória importantíssima das mulheres do PSOL ter incorporada, em sua principal campanha eleitoral, a bandeira da legalização do aborto, algo inédito em nossa curta história. Para nós esse é um caso já superado. Vamos agora para frente em busca da consolidação de um partido democrático, vivo e que reflita o pensamento dos socialistas", finaliza Hamilton Assis.
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