21 de dez de 2011

POLÍTICA SEM IDEAL - Por Eduardo Leite


Política sem ideal, essa, infelizmente, é a nossa realidade. Vivemos política 24 horas a cada dia nos últimos 20 anos. Saímos de uma ditadura militar e entramos numa democracia cujo objetivo principal, por parte dos políticos, era o poder e nada mais.


O domínio desse grupo de direita foi destronado por oito anos pelo então, considerado, emérito, sociólogo Fernando Henrique Cardoso - FHC - PSDB. Durante esse período, dizem, grandes avanços foram conquistados no tocante à economia.

Onde, evidentemente, os bancos e grandes grupos empresariais foram bastante beneficiados ao mesmo tempo em que os serviços básicos e indispensáveis ao verdadeiro crescimento de uma nação estiveram relegados a um terceiro plano, como por exemplo: na educação, na assistência à saúde, no transporte urbano e inter estadual. Há de se considerar, também, as suspeitas privatizações.

A economia vai bem, o Real, cada vez mais valorizado, dizia a mídia beneficiada por gordas verbas publicitárias. Mas, a passos largos a injustiça social crescia nesse governo que, se gabava de que o pobre passou a comer mais frango... Vale Gás, Vale Escola e Vale Leite, iludia a massa pobre e sem instrução.

Questionado pelo povo consciente, o sociólogo e renomado professor, Fernando Henrique Cardoso, pede que esqueçam o que havia prometido nas campanhas políticas e sobre que havia escrito nos seus livros de sociologia.

Cansado de falsas promessas e desiludido, o povo, achando-se sem melhor opção e iludido numa campanha bem elaborada por um marqueteiro competente e, futuramente, um corrupto confesso, Duda Mendonça, dá uma oportunidade aos ditos políticos de esquerda e elege o líder metalúrgico, Luiz Inácio Lula da Silva

Com centenas de milhões de reais - de origem suspeita e não declarados - gastos em publicidade e a sua genial capacidade de comunicação e articulação política consegue, Lula, se eleger prometendo mudanças na política econômica que beneficiava os banqueiros e grandes grupos empresarias.

Prometia também acabar com a privatização, com corrupção e os programas sociais da era FHC que, para ele, Lula, eram apenas programas que visavam a manutenção no poder.

Eleito, rasga as promessas de campanha e utiliza os mais espúrios meios de corrupção que já se teve notícia na história desse País. Comprando alianças políticas com os parceiros mais podres que se possa imaginar e beneficiando a inúmeros diretores sindicais com cargos nas estatais e firmas terceirizadas e/ou ONGs de fachada.

A política econômica, de FHC-PSDB, tão combatida nas campanhas é mantida e amplificada no tocante ao benéfico para os banqueiros e grandes grupos empresarias aumentando os seus lucros via obras e compras super faturadas o que vem resultando em sérios prejuízos para os assalariados, para os pequenos empresários e produtores rurais.

Apesar dos escândalos referentes à pandêmica corrupção nesse governo Lula-PT e graças a sua genialidade e capacidade de fazer alianças comprando parceiros políticos, sindicatos trabalhistas e até a, no passado, a guerreira UNE-União Nacional dos Estudantes, sai Lula, com mais de 80% de aceitação popular e elege a sua sucessora, Dilma Rousseff, esta, que, nunca disputou uma eleição e já estava envolvida até a raiz dos seus cabelos com a corrupção quando Ministra da Casa Civil.

Sem completar um ano, o governo Dilma, já perdeu sete ministros, sendo que seis deles, por denúncias de corrupção, explicitamente, denunciados pela imprensa. Fala-se que, mais três ministros estarão por sair pelos mesmos motivos, dentre eles, Fernando Pimentel, este, dizem, ser um dos mais próximos da Presidente.

Assim como Palocci, Fernando Pimentel é denunciado, vide imprensa, por fazer consultorias e, receber por elas, milhares de reais de empresas que prestaram serviços, quando prefeito de Belo Horizonte. Na era PT, Consultoria, prestada por ex-político, virou sinônimo de corrupção.

Na realidade, os políticos, na maioria, se dedica ao lucro fácil através de acordos espúrios com parceiros corruptores. Firma-se cada vez mais, a triste realidade, de que o Poder emana dos financiadores de campanhas políticas e em nome deles será exercido.

Os partidos políticos que não dispõem de uma estrutura monetária ficam sendo presa fácil dos poderosos e, os que não se submetem ao jogo sujo, como o PSOL, PSTU e PCB ficam à deriva sem espaço e sem condições de ser representativos numericamente. Configura-se, portanto que, a política só é acessível aos detentores do poder econômico.

A esperança continua e deve continuar apesar dos desmandos desses falsos esquerdistas do PT e da sua base prá lá de fisiologista e/ou corrupta. Afinal, os corruptos se destroem por si próprios e o começo desse fim se inicia pela ganância e da impossibilidade de controlar o egoísmo que os mantém cegos e desprovidos do sentido social.

Eduardo Leite

gastroajuda@hotmail.com

http://www.politicaecorrupcaonasaude.blogspot.com/

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