15 de jun de 2012

Greve da educação federal: Prometeu tem que cumprir – Por Dep. Federal Chico Alencar (PSOL)

Confira pronunciamento do deputado federal Chico Alencar (PSOL/RJ). O Partido Socialismo e Liberdade é o único da Câmara Federal que prestou solidariedade ao movimento grevista de professores, estudantes e técnico-administrativos:


Prometeu tem que cumprir!

Já são 47 Universidades Federais que paralisaram suas aulas em todo país – outras ainda devem confirmar greve nos próximos dias. As mobilizações são consequência do descumprimento de acordo firmado entre o Governo Federal e a categoria para a reestruturação da carreira.

O(a)s docentes pleiteiam mudanças nos níveis da carreira, elevação do piso - para o salário mínimo do Dieese, atualmente calculado em R$ 2.329,35 -, incorporação de gratificações e unificação entre professores do ensino superior e da educação básica das IFES.

Os professores e servidores protestam ainda contra as mudanças estabelecidas pela MP 568, que fixa valores nominais para os adicionais de Insalubridade e Periculosidade – apresentei proposta de emenda à MP para corrigir esta distorção.

As reivindicações salariais se inserem num processo de precarização das Universidades Federais, que se seguiu à ampliação de vagas. O professor Luiz Henrique Schuch, do Comando Nacional de Greve, esteve essa semana aqui na Comissão de Educação e afirmou que “nós vimos de um momento recente de criação de novos cursos e campi, mas com grande preocupação neste momento de regredirmos, rompendo o compromisso de buscar padrão de qualidade. É essa a avaliação que o movimento grevista tem, em relação a sinais recentes de alteração para pior do paradigma do sistema federal de ensino”.

Os estudantes também têm deflagrado greves, em solidariedade aos professores, também para somar um conjunto de reivindicações específicas de cada curso na disputa de projeto de educação democrático e socialmente referenciado em cada universidade pública.

Até o momento os Ministérios do Planejamento e da Educação não estabeleceram uma agenda de negociações. Preocupados com a intransigência do Governo, constituímos na Comissão de Educação uma comitiva para se reunir com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Estarei junto para acompanhar e cobrar!

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