8 de jun de 2014

JHONATAS DISCUTE ORGANIZAÇÃO DE MOVIMENTOS COM ESTUDANTES BAIANOS DE GEOGRAFIA

Realizado em Feira de Santana, no campus da UEFS, o Conselho Baiano dos Estudantes de Geografia (COBEGEO), contou com Jhonatas Monteiro (PSOL) como mediador de momento de formação política acerca das formas de organização política na conjuntura atual mundial e brasileira, cenário de intensas lutas sociais. Na atividade, que no dia 07 de junho reuniu representações dos Diretórios e Centros Acadêmicos de diversos cursos de Geografia na Bahia, Jhonatas estruturou o processo de formação a partir de quatro questões: em que mundo nos movimentamos? Qual o momento que nos movimentamos? Como nos movimentamos? E o que a Geografia tem a ver com isso tudo? Como subsídio para discussão, Jhonatas apresentou dados acerca da extrema desigualdade que marca o desenvolvimento capitalista no mundo em geral e no Brasil especificamente. Entre eles a “pirâmide” da riqueza mundial, onde 0,7% da população mundial concentra 41% de toda a riqueza – O que equivale a U$ 98,7 trilhões de dólares, enquanto 68, 7% da população concentra apenas 3% da riqueza mundial, representando U$ 7,3 trilhões de dólares.  Em relação ao Brasil, Jhonatas indicou o quanto é discrepante a diferença entre os 15 indivíduos mais ricos do País e a grande maioria da população, o que ainda é reforçado por uma série de mecanismos institucionais como a tributação e a chamada “dívida pública”. Não à toa, analisando o gráfico que demonstra como são aplicados os recursos federais, demonstrou que em 2013 mais de 40% foi utilizado para pagamento de juros e amortizações da dívida pública, ou seja, quase metade de todo o orçamento da União. Enquanto isso serviços públicos fundamentais têm investimento muito menor, como a educação com apenas 3,7%, a saúde com 4,29% ou a cultura com 0,05%. Nesse contexto, Jhonatas também destacou a resposta popular a essas contradições, expressa em diversos movimentos sociais e práticas de resistência cotidiana. Dessa forma, Jhonatas discutiu ainda as características desse processo, chamando atenção para como hoje passamos por uma retomada das lutas populares no Brasil e no mundo – expresso na grande quantidade de manifestações de rua, de ocupações urbanas e rurais, das lutas contra as opressões e o aumento no número de greves nos últimos anos. Em especial, destacou a possível contribuição de estudantes de Geografia, já que muitas dessas lutas têm uma dimensão espacial evidente – como, por exemplo, os enfrentamentos aos impactos sócio-ambientais de um grande empreendimento de mineração ou a ação do capital imobiliário nos centros urbanos.

Ascom PSOL


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