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24 de dez. de 2011

A luta das mulheres egípcias: contra a violência militar


Nesta quarta-feira, 10 mil mulheres ocuparam a praça Tahrir e saíram às ruas no Cairo para protestar contra a violência militar. Na última sexta-feira, uma mulher foi espancada e teve sua roupa retirada por soldados. O vídeo desta agressão foi divulgado no mundo todo. As mulheres não só deram uma resposta a esse fato, como também protestavam para que a repressão do exército aos manifestantes que estão acampados acabe. Desde a queda de Mubarak, uma junta militar governa o país. Aos gritos de “Liberdade, liberdade” as mulheres também estão nas ruas cobrando mais rapidez na transição e lutando por democracia! A luta das mulheres muda o mundo!

29 de nov. de 2011

As “causas perdidas” e o século XXI – Por Juliano Medeiros

Juliano Medeiros*

Pátria es humanidad
José Martí

O mais recente livro do filósofo esloveno Slavoj Zizek é um verdadeiro petardo contra o falso consenso liberal-democrático. Entre outras razões, porque Em defesa das causas perdidas (Boitempo Editorial) assume claramente o papel de manifesto em favor dos grandes projetos de transformação social – mesmo daqueles que fracassaram. Em tempos de ofensiva das tendências pós-modernas, esta é uma empreitada corajosa. Embora muitos admitam o fracasso do modelo liberal-democrático, poucos são os que se arriscam a propor alternativas. E não é por falta de indignação: a crise que atinge o coração do sistema capitalista demonstra sua irracionalidade, diante da qual só uma saída política radical pode apontar caminhos que a superem. Para responder à suposta crise de alternativas, Zizek propõe retomar os grandes projetos de transformação do século XX. Por isso as chamadas causas “perdidas” (do inglês, lost) deveriam voltar à agenda da esquerda socialista. A meu ver, este reencontro começa, antes de tudo, pela retomada da solidariedade às grandes lutas do século passado, que sobrevivem hoje em diferentes partes do mundo desafiando a farsa do fim das utopias e alimentando a esperança dos revolucionários.

17 de set. de 2011

2º Seminário Internacional do PSOL e a Nova Conjuntura Mundial

A Fundação Lauro Campos e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) organizam o 2º Seminário Internacional que ocorrerá nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro de 2011, na cidade de São Paulo, às vésperas do 3º Congresso do PSOL (2, 3 e 4 de dezembro).

28 de jun. de 2011

150 mil “indignados” em Madrid apelam à Greve Geral


Respondendo à convocatória do movimento 15M, mais de 150 mil manifestantes ocuparam neste domingo a Praça de Netuno, em Madri, para expressar a sua oposição aos planos de austeridade defendidos pelo FMI e pelo Banco Central europeu e aos sistemas político e financeiro, apontados como principais culpados da crise econômico-financeira. Em Barcelona, outras 270 mil pessoas saíram às ruas. Valência também registrou protestos com milhares de manifestantes. Na França, 100 pessoas foram detidas em Paris quando protestavam em frente da Catedral de Notre Dame.

3 de fev. de 2011

Viva a revolução na Tunísia e no Egito – Declaração da Executiva do PSOL


A derrubada do ditador Bem Alí da Tunísia tem sido o primeiro e maior triunfo democrático deste novo ano. A corrupção, o totalitarismo do regime, o desemprego e a inflação são os motores da revolução laica e democrática que começou no final de 2010 na Tunísia e que não se encerrou. Agora, ela continua em dois sentidos: contra os vestígios do velho regime e as manobras que os políticos do mesmo fazem para deter o processo democrático e se espalhando para os outros países árabes que também têm regimes autocráticos como o norte da África: Jordânia, Iêmen, além das ruas do Egito, o país mais importante do Norte da África. Lá onde as mobilizações mais crescem, desafiando o mais imponente regime autocrático da região. Tudo está mudando no norte de África com a revolução democrática em curso. Tremem os governos que até o momento foram pilares fundamentais da política dos Estados Unidos e Europa para manter o domínio no norte da África e no Oriente Médio. O Egito tem cumprido um papel inestimável – desde os acordos de Camp Davis 1978 – para frear a causa Palestina e impedir que triunfe sua heróica resistência. Também sua colaboração foi chave para a invasão norte-americana no Iraque.

26 de jan. de 2011

Tunísia: O significado da primeira revolução democrática árabe do século XXI


O ano 2011 começou com uma boa notícia: a derrubada do ditador Bem Alí da Tunísia. A corrupção, o totalitarismo do regime e a greve foram os motores da revolução laica e democrática num país árabe no século XXI. Não foi por nada que os meios de comunicação europeus já alertavam pelas repercussões que a mesma terá. Porque, de fato, estão colocadas as condições para que a mesma não signifique apenas a derrota do regime autocrático deste país como também abre um processo novo no norte da África.