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29 de nov. de 2011

As “causas perdidas” e o século XXI – Por Juliano Medeiros

Juliano Medeiros*

Pátria es humanidad
José Martí

O mais recente livro do filósofo esloveno Slavoj Zizek é um verdadeiro petardo contra o falso consenso liberal-democrático. Entre outras razões, porque Em defesa das causas perdidas (Boitempo Editorial) assume claramente o papel de manifesto em favor dos grandes projetos de transformação social – mesmo daqueles que fracassaram. Em tempos de ofensiva das tendências pós-modernas, esta é uma empreitada corajosa. Embora muitos admitam o fracasso do modelo liberal-democrático, poucos são os que se arriscam a propor alternativas. E não é por falta de indignação: a crise que atinge o coração do sistema capitalista demonstra sua irracionalidade, diante da qual só uma saída política radical pode apontar caminhos que a superem. Para responder à suposta crise de alternativas, Zizek propõe retomar os grandes projetos de transformação do século XX. Por isso as chamadas causas “perdidas” (do inglês, lost) deveriam voltar à agenda da esquerda socialista. A meu ver, este reencontro começa, antes de tudo, pela retomada da solidariedade às grandes lutas do século passado, que sobrevivem hoje em diferentes partes do mundo desafiando a farsa do fim das utopias e alimentando a esperança dos revolucionários.

10 de mar. de 2011

Povo saharauí luta para derrubar o muro da opressão


Por Elaine Tavares  - jornalista
Os muros são coisas doidas, símbolo de separação. Há quem diga que eles servem para proteger. Mas há que perguntar. Proteger a quem? Se a gente parar para pensar vai ver que os muros têm suas origens no poder. Desde muito tempo eles são erguidos para que aqueles que têm muita riqueza se protejam de quem não tem. A lógica da propriedade privada, da acumulação privada da riqueza e da terra. Valeria pensar: mas por que é assim? Por que uns têm muito e outros nada? Ah, essa é a pergunta que ninguém se faz.