7 de fev de 2011

PSOL protesta contra prisão de cacique Tupinambá Maria Valdelice


A executiva estadual do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) manifesta seu repúdio à prisão da cacique Maria Valdelice Amaral de Jesus, liderança do povo Tupinambá de Olivença, sul da Bahia, ocorrida na tarde do dia 3, terça-feira. Para Zilmar Alverita, “primeiro foi o Cacique Babau, depois seus irmãos Givaldo e Glicélia, agora foi a vez da Cacique Maria Valdelice (Jamopoty)".
”Acusar alguém que luta pela retomada de seu território tradicional dos crimes de esbulho possessório (art. 161 §2º, II CP), formação de quadrilha ou bando (art. 288 CP) e exercício arbitrário das próprias razões (art. 345 CP) é inaceitável. Ser uma mulher líder de um povo é crime? Agir coletivamente, marco tradicional de todos os povos indígenas, virou formação de quadrilha? Lutar por direitos negados pelo Estado virou exercício arbitrário das próprias razões? Não aceitamos as acusações e vamos usar de todos os meios ao nosso alcance para denunciar esses absurdos e lutar pela libertação da cacique Maria Valdelice”, enfatiza Zilmar Alverita.
Esta prisão demonstra a terrível perseguição que os indígenas no Sul da Bahia estão sofrendo e o processo de criminalização de suas lideranças beneficiando apenas os fazendeiros”, afirma a membro da executiva do PSOL e ex-candidata a senadora.
A dirigente do PSOL acredita que o Estado tem uma dívida histórica com os povos indígenas. “Esta é uma luta de todos os brasileiros, de todas as etnias. É preciso mais que urgente que todos os cidadãos brasileiros somem forças para cobrar que esta dívida seja definitivamente paga com a demarcação dos territórios tradicionais. Zilmar Alverita finaliza afirmando que “é por causa dessa inércia do Estado que os povos indígenas estão na prática, por sua conta e risco, a autodemarcação. Não são invasores nem bandidos. Lutam apenas por seus direitos e contam com nosso irrestrito apoio”.
Fonte: http://blogfolha.com/?p=24474 - 05 de fevereiro, 2011

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