8 de jan de 2012

Cimi denuncia assassinato de criança indígena no Maranhão

(foto: ilustrativa)

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) confirmou na sexta-feira (6) a informação, que corre pelas redes sociais desde a noite de quarta (4), de que uma criança da etnia Awá-Gwajá, de aproximadamente 8 anos, foi assassinada e queimada por madeireiros na terra indígena Araribóia, no município de Arame, no Maranhão, a 476 quilômetros da capital, São Luís.


A denúncia foi feita pelo Vias de Fato, um grupo de imprensa alternativa do Maranhão, que afirma ter recebido um telefonema de um índio Guajajara denunciando o caso. O crime teria ocorrido em outubro passado. As suspeitas são de que o ataque tenha ocorrido entre setembro e outubro contra o acampamento dos indígenas isolados.

Segundo o Vias de Fato, Gilderlan Rodrigues da Silva, um dos representantes do Cimi no Maranhão, afirma que o corpo carbonizado da criança indígena teria sido filmado por um índio Guajajara. "Os Awá-Gwajás são muito isolados, e madeireiros invasores montaram acampamento na Aldeia Tatizal, onde estavam instalados os Awá. Estamos atrás desse vídeo, ainda não fizemos a denúncia porque precisamos das provas em mãos", disse Gilderlan.

O Cimi Nacional informou que vai emitir nota pedindo apuração do caso do assassinato da criança Awá.

Selvageria


Violência contra indígenas é fato recorrente no Maranhão, de acordo com o Vias de Fato. Em 26 de setembro de 2011, uma indígena do povo Canela, Ramkokamekrá Conceição Krion Canela, de 51 anos, foi encontrada morta a pauladas. A atrocidade aconteceu no Povoado Escondido, interior de Barra do Corda.

Em outubro passado, uma indígena de 22 anos, deficiente mental, da terra Krikati, foi violentada sexualmente por um homem identificado como Francildo. Segundo Belair de Sousa, coordenador técnico da área, o indivíduo chegou na aldeia Campo Grande armado.

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