6 de jan de 2012

Lista Suja do trabalho escravo tem 11 fazendas da Bahia

Mais de 120 anos depois do fim oficial da escravidão no Brasil, 11 propriedades rurais da Bahia foram enquadradas na chamada Lista Suja do trabalho escravo, elaborada a cada seis pelo Ministério do Trabalho e Emprego.


Os nomes das responsáveis com os respectivos dados do CNPJ/CPF/CEI foram divulgados nesta quinta-feira (5) no site institucional do Ministério. As fazendas ficam localizadas nos municípios de Formoso do Rio Preto, Santa Rita de Cássia, Tanguá, Correntina, São Desidério, Barreiras, Jaborandi e Sebastião Laranjeiras.

Em todo o Brasil, foram registradas 294 propriedades, número que superou todos os recordes desde 2004, quando a lista foi criada. O levantamento serve como um ferramenta para coibir a prática da escravidão no país.

Com o relatório, todas os proprietários ficam impedidos de obter empréstimos em bancos oficiais e passam a fazer parte da lista das empresas da cadeia produtiva do trabalho escravo. Além disso, os dados são usados por indústrias, pelo varejo e por exportadores para a aplicação de restrições e para impedir a comercialização dos produtos oriundos destes lugares.

“Nunca tivemos tantos empregadores irregulares ao mesmo tempo. Isso porque também estamos atuando no trabalho escravo urbano, uma vez que há empregadores infratores também nesse meio. Nosso compromisso em 2012 é intensificar a atuação nessa área”, afirmou Alexandre Rodrigo Teixeira da Cunha Lyra, o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo do MTE (Detrae).

Pesquisas

As novas inclusões foram efetuadas com base em pesquisas realizadas no Sistema de Acompanhamento de Combate ao Trabalho Escravo (SISACTE), nas consultas no Controle de Processos de Multas e de Recursos (CPMR) e no Setor de Multas e Recursos (SEMUR) das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego - (SRTE), além de consultas a banco de dados do governo federal, como o da Procuradoria da Fazenda Nacional. (Correio)
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