2 de jul de 2012

Salvador - Hilton Coelho (PSOL): "Marcaram nosso corpo, mas não escravizaram nossa alma. Venceremos!"

Coube a Hilton Coelho, como vice-presidente do PSOL Estadual, apresentar a Frente Capital da Resistência. Mais conhecido popularmente como Hilton 50, protagonizou um dos momentos mais emocionantes da convenção realizada no sábado, 30. Fez uma referência à presença de Plínio de Arruda Sampaio e de seu "significado simbólico para a luta pelas transformações sociais que o Brasil necessita. Lembro-me de sua lição quando da primeira vitória do presidente Lula. Ele disse que o Brasil precisava muito mais de uma liderança que de um presidente. Hoje estamos aqui para afirmar que nunca abandonaremos nosso compromisso com a luta popular. Nunca deixaremos nossos princípios de lado e trairemos o anseio popular", afirmou.

Hilton Coelho classificou a atual campanha eleitoral como extremamente dura. "Estamos orçando nossa campanha em R$ 300 mil para a majoritária e R$ 100 mil para a proporcional. Temos a certeza que não gastaremos ou arrecadaremos tudo isso. Nossa campanha não é financiada pelas grandes empreiteiras ou por aqueles que sugam recursos públicos que deveriam ser gastos com nosso povo. Vamos enfrentar, sim, todas as máfias que dominam Salvador. Esse é o nosso compromisso".
O socialista fez uma profunda autocrítica da postura das forças que hoje compõem a Frente Capital da Resistência (PSOL, PCB e PSTU). "Tínhamos e temos muito mais unidade que divergências. Deveríamos estar unidos, mas saímos separados. Hoje estamos juntos e o projeto de uma administração socialista para Salvador será levado à população de forma unificada mesmo com todas as dificuldades financeiras que teremos. Em 2010, tive mais de 20 mil votos para deputado com uma campanha que não teve uma placa espalhada pela cidade, apenas com panfletos, e vai ser nessa perspectiva novamente, escassa de material, mas rica de ideias e dedicação das pessoas que faremos a atual e mostraremos que Salvador tem jeito".
Sobre a possibilidade eleitoral da Frente Capital da Resistência, Hilton Coelho avalia que muitos candidatos da chapa proporcional têm densidade eleitoral para aspirar uma cadeira na Câmara Municipal. Além de meu nome que ganhou notoriedade graças à ação coletiva, temos também os de Marcos Mendes (PSOL), Renata Guena (PSTU) e de Sandro Santa Bárbara (PCB), dentre outros. Precisamos de mandatos que representem e se articulem com os movimentos sociais. Salvador deve deixar de ser um território de negociata fácil, um balcão de negócios".
Hilton Coelho finaliza lembrando a razão de ser da Frente Capital da Resistência. "Queremos ser herdeiros dignos da história de luta de nossa terra. Foi aqui que se deu a Revolta dos Alfaiates, a Revolta dos Malês, a Sabinada e tantos outros movimentos no passado e no presente. Vamos lutar para que a população assuma para si a luta de reconstrução de Salvador e que ela seja da maioria hoje excluída".

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