1 de jul de 2012

Salvador: Hamilton Assis (PSOL) é o candidato a prefeito pela Frente Capital da Resistência (PSOL, PCB e PSTU)

A candidatura do pedagogo Hamilton Assis (PSOL) foi homologada na Convenção realizada na manhã deste sábado, 30, pela Frente Capital da Resistência (PSOL, PCB e PSTU). A enfermeira Nise Santos é a candidata a vice-prefeita.
Em seu discurso de aceitação da candidatura Hamilton Assis disse que a Frente Capital da Resistência é herdeira daqueles que deram até mesmo a sua vida em defesa da liberdade, da democracia e de uma sociedade igualitária. Lembrou-se das grandes revoltas populares e citou o comunista baiano Carlos Marighella como exemplo de doação em prol de uma causa. Emocionado disse que "gostaria de pedir a benção aos meus ancestrais, os indígenas e afrodescendentes, e a todos os lutadores do nosso povo que deram a sua vida para que pudéssemos estar aqui hoje". Lembrou como exemplo a dedicação de Plínio de Arruda Sampaio, presente ao evento, "sua vida é dedicada desde a juventude a causas sociais como a reforma agrária. Mesmo lutando contra graves problemas de saúde não abandonou por nenhum momento a campanha presidencial em 2010. Aprendi muito e tenho extremo orgulho de fazer parte deste ideário e desta luta".

O candidato da Frente Capital da Resistência criticou duramente o governador Jaques Wagner. "Fui diretor do Sindicato dos Químicos na mesma época que ele. Hoje vejo quem foi eleito como esperança, como mais uma insubordinação dos oprimidos, mostrar-se um tirano. É só verificar o seu comportamento agora com a greve dos professores e professoras para verificar, para constatar que Wagner traiu os princípios que um dia disse defender. Move-se e orienta-se pelos interesses da grande indústria, do agronegócio e das empreiteiras. Em resumo, reza por uma cartilha escrita nos 40 anos de dominação política carlista e assume as referências ideológicas seculares dos dominantes. No seu governo a educação vem sendo precarizada e a saúde vendida através da parceria público-privada".
"Neste ano faço 50 anos de idade e o número de meu partido é 50. Não acredito em coincidência e isso é um bom sinal", brincou Hamilton Assis acrescentando que "há muito por se fazer e não sou candidato de mim mesmo. Sou apenas representante de milhares de lutadoras e lutadores que estão nos movimentos que crescem a cada dia e que estão aqui representados nesta convenção. Nosso povo se movimentou. Disse não à incompetência e a exclusão. Chegou a nossa vez. A Frente Capital da Resistência tem como programa governar para o povo. Não queremos enganar ninguém. Temos um lado bem definido e é com este setor que queremos governar, os trabalhadores e o povo de Salvador".
Lembrou também que Salvador foi palco de contestação à dominação e exploração desde os idos da Colônia, a Bahia, representa a contradição entre as desigualdades sociais, raciais e econômicas, e a força cultural que expressa a coragem do seu povo manifestada na resistência negra, indígena, feminista e popular. "Liberdade, igualdade e democracia foram eixos fundamentais para os integrantes da Revolta dos Búzios, que nos inspira e que criticou de forma profunda às elites baianas da época. Suas propostas não só orientaram quatro décadas de lutas populares finalizadas com a Revolta da Sabinada, mas permanecem atuais", afirmou Hamilton Assis.
Hamilton Assis finalizou assumindo o compromisso que a Frente Capital da Resistência defende de promover a descentralização administrativa e política, dotar a cidade de uma saúde e educação públicas, gratuitas e de qualidade, investir prioritariamente nos bairros populares, combater a criminalização do movimento social e atuar contra o extermínio da juventude negra e pobre. "Propomos um programa construído e defendido por amplas parcelas da população, amparado por um Orçamento Participativo Deliberativo, aprovado por um Congresso da População de Salvador".

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