13 de nov de 2013

JHONATAS DISCUTE RECONHECIMENTO QUILOMBOLA NO POVOADO DE TANQUINHO

Na última terça-feira (05), Jhonatas Monteiro (PSOL) palestrou sobre “Consciência negra e questão quilombola” durante reunião da Associação de Moradores do Povoado de Tanquinho e Adjacências (AMPOTA), em Feira de Santana. O povoado de Tanquinho reivindica o seu reconhecimento como comunidade remanescente de quilombo e, desse modo, a atividade fez parte da mobilização comunitária em torno desse direito. Jhonatas discutiu como a consciência negra não é algo distante do dia a dia, mas presente em inúmeras coisas aparentemente simples. Tanto mais, como exemplo, analisou as expressões usadas para o cabelo crespo, muitas vezes chamado de “cabelo ruim”, revelando ideias racistas frequentemente repetidas inconscientemente. Dessa maneira, Jhonatas destacou o processo de luta negra que levou à transformação do mês de novembro como um momento especial de reflexão pública sobre as desigualdades raciais e a contribuição da população negra para formação do Brasil. Jhonatas apontou, nesse sentido, o crescimento da luta das comunidades quilombolas pela manutenção de suas terras e outros direitos. A partir de questões colocadas por moradoras e pela diretoria da AMPOTA, Jhonatas explicou alguns dos passos básicos do processo de reconhecimento quilombola através da certificação da Fundação Palmares e análise do INCRA, mas também chamou atenção para os conflitos com o próprio Estado como no caso recente do Quilombo Rio dos Macacos, em Simões Filho. Além disso, junto com outros obstáculos à organização política da população negra em Feira, também foi alvo de discussão os problemas do Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento das Comunidades Negras e Indígenas.

Ascom PSOL

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