7 de mai de 2014

EM ENCONTRO ESTUDANTIL NA UNEB DE CONCEIÇÃO DO COITÉ, JHONATAS DEBATE COMUNICAÇÃO E OPRESSÕES

Durante o Encontro Regional de Estudantes de Comunicação Social (ERECOM), Jhonatas Monteiro (PSOL) participou de uma mesa-redonda com tema “Comunicação e combate às opressões”, no campus XIV da UNEB, em Conceição do Coité, no dia 02 de maio. No evento, organizado pela Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (ENECOS), inicialmente Jhonatas caracterizou o sentido do termo “opressões” como práticas sociais sistemáticas que produzem identificação entre diferença e desigualdade – citando, para tanto, opressões de gênero, de sexualidade, raciais, sobre pessoas com deficiência físicas, geracional e, inclusive, em relação à pobreza. Para Jhonatas, as posições tradicionais da esquerda historicamente não deram prioridade ao combate às opressões, pois predominava a perspectiva que a classe trabalhadora se reduzia a sua identidade econômica. Do ponto de vista da relação entre as opressões e a comunicação, Jhonatas problematizou o papel da grande mídia: há muito tempo as classes dominantes perceberam o papel fundamental da difusão da sua visão de mundo, ou seja, o sentido estratégico do controle da “opinião pública” nas sociedades contemporâneas. No capitalismo, esse processo de construção de “consenso” – no sentido atribuído por Gramsci – é ainda articulado à intensa mercantilização da informação. Esse processo, ao definir padrões ligados tanto aos interesses de mercado quanto aos valores hegemônicos, reafirma cotidianamente as diferentes formas de opressão. Nesse sentido, a mídia se utiliza de diversos instrumentos para silenciar ou deslegitimar os movimentos populares e para criminalizar estes movimentos e os setores populares em geral. Em específico, Jhonatas analisou o impacto disso sobre a atuação de movimentos sociais, alvo de sistemático ataque da grande mídia – desde o “silenciamento” sobre sua existência até a aberta criminalização de suas ações. Jhonatas chamou atenção ainda para o sentido mais profundo desse processo: não só as iniciativas organizada de contestação, mas a própria pobreza é de um modo geral objeto de criminalização, como evidenciado na representação midiática das periferias brasileiras. Para finalizar, Jhonatas chamou atenção para a necessidade do enfrentamento a esse cenário através da construção de redes de comunicação alternativa, da mobilização social crítica e legal contra os abusos cotidianos, bem como a luta pela regulamentação democrática da mídia. Além da participação do público, também contribuíram para o debate enquanto debatedores a professora Carla Liane, Vice Reitora da UNEB e pós-doutora em Direito constitucional do Afrodescendente; Carmem Miranda, representante do Grupo de Mulheres da ENECOS; o professor da UNEB Kleber Simões, Coordenador do Grupo de Leitura e Estudo Interdisciplinar de gênero (GLEIGS); e Lorena Lima, militante da Marcha Mundial de Mulheres, do Coletivo Kiu de Diversidade Sexual, do movimento antiproibicionista e Coordenadora Municipal de Juventude do município de Serrinha.


Ascom PSOL

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