19 de jul de 2014

EM AUDIÊNCIA SOBRE TRANSPORTE, JHONATAS AFIRMA QUE O PROBLEMA É O SISTEMA COMO UM TODO

Como parte do trabalho promovido pelo Ministério Público, que objetiva construir um diagnóstico do sistema de transporte de Feira de Santana, foi realizada uma Audiência Pública, no dia 18 de julho. Compuseram a mesa de discussão o promotor de justiça Sávio Damasceno e a promotora Márcia Moraes; o secretário de Transporte, Ebenezer Tuy; o secretário de desenvolvimento urbano, José Pinheiro; o vereador Edvaldo Lima, representando a presidência da Câmara Municipal; o vereador Alberto Nery, pelo Sindicato dos Rodoviários de Feira; e Ronaldo Mendes, pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (SINCOL). Além disso, participaram representantes de associações de bairros e sindicatos, estudantes e moradores de vários bairros e localidades do município. Aberto o debate ao público, vários problemas foram denunciados: descumprimento de horários, frota de ônibus insuficiente, veículos velhos, linhas inadequadas, descaso com os cadeirantes, pontos de ônibus desestruturados, dentre outros. Em sua intervenção, Jhonatas Monteiro (PSOL) relatou, como exemplo do problema da mobilidade bairro-bairro, a situação de quase isolamento da Pedra Ferrada: ônibus velhos e que quebram regularmente, descumprimento de horários, mas principalmente linhas apenas direcionadas ao Centro. Jhonatas enfatizou também que as problemáticas do transporte em Feira não são recentes e refletem o equivocado modelo de mobilidade urbana feirense. Por isso, ressaltou que o trabalho do Ministério Público deve considerar não só os casos pontuais de precariedade, mas a necessidade de crítica do Sistema Integrado de Transporte (SIT) como um todo. Nesse sentido, utilizando o diagnóstico contido no próprio projeto do Bus Rapid Transit (BRT) do governo municipal, Jhonatas apontou que o município tem “graves problemas” ligados à “precariedade da infraestrutura local, inadequação do desenho e falta [de] prioridade à circulação do transporte público”. Assim, defendeu a necessidade de um plano diretor de desenvolvimento urbano (PDDU) e um plano de mobilidade democráticos, o redesenho geral das linhas do sistema, ampliação da frota, a disponibilização das informações de trajeto e horário dos ônibus em tempo real para o usuário, a criação de uma ouvidoria pública para o transporte, uma nova planilha de custos que barateie a tarifa absurda atual, dentre outras pautas já históricas nos vários movimentos pelo transporte público digno em Feira nos últimos anos. Criticou ainda a proposição do BRT, obra milionária imposta pelo governo municipal mesmo sem qualquer plano que oriente as políticas públicas voltadas a mobilidade em seu conjunto.


Ascom PSOL

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