1 de ago de 2014

MULHER NEGRA, GUERREIRA E DE LUTA: QUEM A REPRESENTA?

Mais do que ter acesso aos recursos disponíveis no lugar onde se vive, o direito à cidade e à participação política e social se dá de maneira muito mais ampla: implica no direito de mudar, de (re)inventar o seu lugar a partir de suas aspirações, de seus desejos, de suas ideias e de seus ideais – participar ativamente na construção democrática da vida. Pensar em reinventar o país para tod@s implica em perguntar que lugar nós queremos ter, que participação política nós desejamos e defendemos, e quem está nos representando nesses espaços que ajudamos a construir.

Quando não ocupamos o espaço que nos é devido, bem como não organizamos a nossa própria expressão, outros farão por nós. Quando não falamos, outros nos falam. Assim, em especial nós mulheres, temos que nos perguntar: quais espaços ainda precisamos ocupar para promover real igualdade entre homens e mulheres através da conquista de direitos? Sem dúvida, tendo como horizonte garantia da representatividade e da participação igualitária entre homens e mulheres, resta ainda efetivar a democratização do sistema político por meio de práticas radicais e inovadoras capazes de combater a corrupção, as injustiças sociais, os modelos burocráticos e autoritários que marcam nossas vidas.

O desafio que temos é o de defender um mandato que expresse a voz, o grito e a luta daquel@s que vivem à margem da nossa sociedade e que são sub-representad@s nos espaços de decisão política. E isso significa dizer um basta àquela política que historicamente é reproduzida pelas elites, e afirmar a luta por políticas públicas para a maioria da população, pela ampliação do acesso aos espaços públicos e o fortalecimento dos movimentos sociais. Por isso, entendo esta candidatura a deputada federal como coletiva, colaborativa e plural. É a candidatura não somente de uma mulher negra que batalha e que luta, mas é também a candidatura de muitas mulheres e de muitas outras vozes que, assim como a minha, não se sentem representadas nos espaços de decisão política nem nos espaços sociais e de direitos. Não à toa esta campanha tem características semelhantes àquela realizada para a vereança em 2012, ou seja, tem sido construída no diálogo – como bem exemplifica as várias Rodas de Conversas do PSOL.

Façamos desta luta eleitoral a luta de tod@s por uma sociedade livre das injustiças, da negação de direitos e de toda forma de opressão, seja ela de gênero, de raça ou de sexualidade. Sigamos assim, de maneira colaborativa, movendo essa campanha rumo à Câmara Federal mas orientad@s “por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”!

“Ousando lutar, venceremos”!


Sidinea Pedreira

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