10 de jul de 2015

COMUNIDADE TRANS DA UEFS CONQUISTA O DIREITO DE UTILIZAR NOME SOCIAL

Dentre as inúmeras formas de violência sofridas por transexuais, transgêneros e travestis, o fato dessas pessoas não serem identificadas da mesma maneira que se reconhecem é causa da negação de vários direitos. A identidade de gênero, mais do que a orientação sexual, se expõe forçosamente a partir de certo momento da vida, tornando as pessoas trans alvo da opressão heteronormativa no ambiente familiar, escolar e, mais adiante, profissional. Tal processo faz com que parte deles e delas, por um lado, forçosamente usem de identidades que não são as suas por escolha e, por outro, muitas vezes vivenciem uma intensa marginalização social, ocupando subempregos e sendo expostas a outros tipos de violência.

Nesse cenário, a comunidade LGBT, em especial a parcela trans, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) conquistou um importante avanço através da garantia do direito ao uso do nome social dentro da instituição. A utilização do nome social permite que pessoas trans sejam identificadas de acordo com a maneira que decidiram se reconhecer, sem o constrangimento de serem chamadas por um nome imposto a elas e que está grafado no papel. Como escreveu o deputado federal Jean Wylys (PSOL – RJ), em seu texto intitulado A (in)visibilidade trans, “(...) há pessoas que não existem nos registros públicos e em alguns documentos e há outras pessoas que só existem nos registros públicos e em alguns documentos”.

Assista a reportagem produzida pela TV Olhos D'água com a participação do Coletivo Quitérias de Diversidade Sexual e Gênero, grupo que protagonizou a luta pelo direito ao uso do nome social na UEFS fazendo a solicitação à instituição ao lado da Comissão Especial de Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia da OAB-BA, subseção Feira de Santana.


Ascom PSOL Feira

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