11 de jul de 2011

Nota - Campanha pela Democracia no DCIS


70, 15, 15? Ou 55, 30, 15? Me poupe, Salgadinho...

            Desde o início deste semestre, os Diretórios Acadêmicos, representantes discentes e alguns coletivos do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS) têm chamado a atenção desta Universidade sobre a ausência de DEMOCRACIA neste Departamento; mais que isso, para os problemas que se arrastam desde a sua criação, e que para alguns já são naturalizados (o noturno é assim, mesmo...).
             Por não se inserir no conjunto da Universidade, o DCIS parece mais uma escola, no popular, o “Escolão”, pois que evasivo de uma ambiência mais crítica, pesquisadora e interessada nas questões que jamais poderiam passar ilesas à formação de professores e estudantes universitários. Obviamente, que há iniciativas na contramão, agora, são tão parcas essas experiências, que vale a pena destacar que bastou a saída de um único professor do curso de Economia para que metade da pesquisa do curso viesse a ser suprimida, o que alguns já estão chamando de “Economia em Crise”. Essa realidade não é muito diferente nos demais cursos do noturno.
            O fato é que muita gente procura justificar a precarização dos cursos sob argumentos que não se sustentam para uma Universidade Pública, mas que para “uma fábrica de diplomas” eles se adequam perfeitamente. A cada dois anos, elegem-se chapas que não fazem senão o mais do mesmo. Ou seja, “tudo muda para nada transformar”, pois que não toca na essência das coisas.
           E a história desse Departamento continua a denunciar que a proposta de votação 70, 15,15, impede a maior categoria dessa universidade de participar mais propositivamente do processo eleitoral.  Esse autoritarismo, em grande medida, é responsável pela mediocridade que se tornou este Departamento. Uma única categoria insiste em decidir sozinha os rumos de uma gestão, já que alguns professores, se valendo de um discurso democrático falacioso, decidem o que deve ser o DCIS, apelando, inclusive, para o 55, 30, 15, que é farinha do mesmo saco.
          Evidenciando esse autoritarismo, a reunião do Departamento que ocorreria nesta quarta-feira, às 18h, no Aud. III do mód. IV, foi inviabilizada quando uma estudante, conselheira, chamou a atenção para ilegalidade e ilegitimidade da mesma, quando conselheiros estudantes são tratados de forma desigual em relação aos professores, recebendo um comunicado nas vésperas da reunião, ou seja, passando por cima do regulamento desta Universidade, que determina um prazo mínimo de 48 (quarenta e oito) horas de antecedência.
          Diante disso, ficamos indignados com essa tentativa de impor uma proposta de votação por cima, à margem da participação da categoria estudantil. Alguns professores ainda não entenderam as mensagens desse novo tempo que se anuncia... Nesse sentido, estamos sugerindo uma nova proposta eleitoral e uma nova lógica para este Departamento, que há mais de 30 anos se mostra conservador nesta Universidade que deve, continuamente, construir o pensamento crítico, transformador e responsável com as questões da coletividade.
        Para quem não acredita nas transformações, importa dizer:
"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". (Eduardo Galeano)

     Convocamos os estudantes do DCIS para participar da:

Assembléia dos estudantes do DCIS, no dia 13 de julho, quarta-feira, às 19h, no Aud. III, mód. IV, a fim de discutirmos sobre o processo eleitoral, acompanhada de uma avaliação sobre o Departamento.

Diretórios Acadêmicos do DCIS, representantes discentes e Grupo Mutação.

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