13 de out de 2013

DESAFIOS DO ENSINO DE HISTÓRIA SÃO DEBATIDOS POR JHONATAS EM SANTO ESTEVÃO


Na última quinta-feira (03), a convite da professora Marcela Macedo Smigura, Jhonatas Monteiro (PSOL) debateu o tema “Os desafios na profissão do professor de História na contemporaneidade” no I Encontro de História EAD do Município de Santo Estevão (Rede UAB/UNEB). Em sua fala, Jhonatas discutiu que a atuação dos professores e professoras de História não pode ser vista desvinculada das difíceis condições da educação pública brasileira e também deve ser encarada como uma “questão aberta”, articulada por isso mesmo ao contexto social de cada época. Tanto mais, a própria temática priorizada a cada momento na literatura sobre o ensino de História variou significativamente. Dessa maneira, Jhonatas apontou como parte desse processo a busca por revisão dos conteúdos como marca do período pós-Ditadura nos anos 1980, a procura por integração metodológica entre ensino escolar e os debates historiográficos na década de 1990 e a ênfase, muitas vezes ingênua, nas chamadas “novas tecnologias” nos anos 2000. Em sua análise, Jhonatas chamou atenção ainda para dois aspectos institucionais relacionados ao tema: as perspectivas teóricas que orientam os currículos dos cursos de História e o velho debate em torno da regulamentação da profissão de historiador. Porém, mais que acerca dos obstáculos institucionais, Jhonatas buscou estimular a reflexão sobre os desafios colocados ao próprio sentido da atividade de ensino de História hoje. Por um lado, defendeu “um ensino de História que conscientemente parta de questões do presente”, inclusive como contraponto à ideia que “tudo sempre foi como é” estimulada pela grande mídia. Por outro lado, Jhonatas afirmou a necessidade de crítica ao conservadorismo presente em “guias de história” que sob embalagem “jovem” ou “cômica” divulgam para o público não-acadêmico o que de mais velho há na sociedade brasileira do ponto de vista do preconceito e relações de dominação. A atividade, que também teve como outro debatedor o professor Jean Marcel Araújo, contou também com diversas questões do público acerca do fazer do ensino de História, das condições de trabalho docente na atualidade e as possibilidades de uma escola crítica das contradições sociais e que contribua para emancipação dos estudantes.

Ascom PSOL

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