29 de nov de 2013

JHONATAS DISCUTE REVOLUÇÃO SOCIAL COM JUVENTUDE DO MUNICÍPIO DE QUIJINGUE


Jhonatas Monteiro (PSOL) participou da III Semana de Juventude do Coletivo Municipal de Jovens de Quijingue (CMJQ), no último dia 16. A atividade, que teve como tema “Juventude no processo de revolução social”, contou também com a presença do educador da CUT Emanoel Sobrinho e aconteceu no histórico povoado de Maceté, onde em 1893 ocorreu o primeiro conflito entre tropas legalistas e aquelas ligadas a Antonio Conselheiro. Jhonatas iniciou a palestra apontando que para entender o que é uma revolução social é fundamental entender “de que social falamos”, o que implicou na análise dos contrastes sociais do capitalismo no mundo, no Brasil, no Nordeste e na Bahia. Diante disso, Jhonatas discutiu a “governabilidade conservadora” do período FHC-Lula-Dilma marcada pela expansão da dívida pública, regressão da independência econômica e ausência de reformas estruturais no País. Nesse sentido, em vez de transformação social profunda, o máximo do período foi uma espécie de “melhorismo social” baseado em programas de transferência de renda, pequeno aumento real do salário mínimo e crescimento do crédito consignado. Para Jhonatas, como evidenciado em busca rápida na Internet, esse contexto marca uma banalização do uso da palavra “revolução”: “revolução Jesus”, “revolução mental”, “revolução tricolor”, “revolução dos 20 centavos”, “revolução educacional”, “revolução da colher”, “revolução nerd”, “revolução digital dos pagamentos”, dentre outras. A partir disso, Jhonatas resgatou o sentido básico de revolução enquanto mudança profunda ou transformação radical de algo. Lembrou, inclusive, o debate do então deputado Antonio Gramsci com os fascistas na Itália de 1924: uma revolução é, necessariamente, uma mudança real de poder entre as classes sociais. A luz de experiências históricas, Jhonatas explicou como uma revolução é um processo que envolve a construção de uma correlação de forças favorável à alternativa social e diversas formas de luta institucional, eleitoral, comunitária, de movimento, cultural e de comunicação. Em especial, Jhonatas analisou a questão dos ciclos de ascenso e descenso das lutas sociais em relação à juventude. Assim, indicou o papel da juventude na renovação geracional das lutas, tanto do ponto de vista do engajamento de novas pessoas quanto de novas ideias. Em sintonia com isso, Jhonatas interpretou a “irrupção” de junho como parte de um processo mais amplo de avanço da resistência popular e caminho para novo ascenso em que a juventude de hoje tem papel principal. Segundo Jhonatas, isso se dá principalmente porque a realidade brasileira expõe o grande desencontro entre a expectativa dos jovens e a estrutura social em problemas educacionais, na grande violência, na negação do direito à cultura e lazer. O debate, a partir de questões do público, passou ainda por pontos como o papel das redes sociais na mobilização jovem, passe livre, as conquistas das manifestações de junho, dentre outras.


Ascom PSOL

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