19 de dez de 2013

EM CONVERSA COM ESTUDANTES, JHONATAS AFIRMA IMPORTÂNCIA DO HISTÓRICO DE RESISTÊNCIA NEGRA DA MATINHA

Jhonatas Monteiro (PSOL) esteve na Escola Municipal Rosa Maria Esperidião Leite, no Distrito da Matinha, convidado a participar do encerramento anual do projeto escolar “África, Brasil, Bahia: sou negro sim!”, no dia 21 de novembro. Jhonatas inicialmente ressaltou a importância da comunidade da Matinha na história de Feira de Santana, fez menção aos obstáculos ainda encontrados pelas pessoas que vivem na comunidade para terem sua identidade respeitada e o seu reconhecimento como comunidade quilombola. Jhonatas afirmou que essa situação se deve ao fato que “Feira tem dificuldade de aceitar sua própria história negra e, por isso, não reconhece bem e não valoriza seu povo”. Citou, como exemplo, a visibilidade negativa da figura de Lucas da Feira que predomina entre as elites políticas e intelectuais feirenses, que insistem em vê-lo como “simples bandido”, e também o desconhecimento público sobre Aloísio Resende, poeta que ousou afirmar culturalmente o candomblé diante do conservadorismo local na primeira metade do século XX. Com isso, Jhonatas indicou aos estudantes a importância de conhecer sua própria história para ter orgulho dela e reafirmou que especialmente “os moradores da Matinha devem ter orgulho da sua, pois são prova viva da história de resistência negra em Feira feita pelos ancestrais dos estudantes que estão aqui agora”. Após a fala inicial de Jhonatas, além das questões feitas ao convidado, a atividade prosseguiu também com várias apresentações artísticas dos estudantes sobre temas relacionados à cultura negra e história da África através de músicas, dança e capoeira.


Ascom PSOL

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