6 de dez de 2013

JHONATAS DISCUTE CAUSAS SOCIAIS DA VIOLÊNCIA COM A JUVENTUDE DO LIMOEIRO


Na quinta-feira, 21 de novembro, Jhonatas Monteiro (PSOL) participou do I Seminário da Juventude do grupo Nova Geração, formado por jovens do bairro Limoeiro. Nessa primeira edição do evento, Jhonatas fez uma palestra sobre as “Causas sociais da violência” e a sua relação com a juventude. Dessa forma, analisou o quadro de crescente violência, principalmente de mortes violentas, e apontou que no Brasil entre 2008 e 2011 foram assassinadas mais pessoas de 200 mil – Número maior que as cerca de 170 mil nos doze maiores conflitos do mundo entre 2004 e 2007. Jhonatas salientou que o crescimento de mais de 200% no número de assassinatos entre 1980 e 2011 teve como principal alvo a juventude do país, já que o aumento de mortes violentas nessa parte da população foi de 326% no mesmo período. Jhonatas apontou que Feira de Santana não ficou de fora desse cenário, aparecendo como um dos municípios mais perigosos para a juventude: segundo o Mapa da Violência, ocupa a 69º posição entre os mais de cinco mil municípios do País e tem a assustadora taxa anual de 118,7 jovens mortos a cada 100 mil. Jhonatas afirmou também que a “naturalização dessa situação é o pior que pode acontecer”, tanto pela mídia ou comunidades afetadas, pois torna banal a morte de inúmeros jovens. Chamou atenção ainda para que a própria mídia local contabilizou mais de 170 mortes violentas apenas nos primeiros seis meses de 2013, mas sem esforço para investigar a raiz do problema e a razão dele afetar massivamente jovens da periferia e negros. Para Jhonatas, “reduzir a violência não é sinônimo de querer mais polícia” já que essa redução passa necessariamente por alternativas públicas de participação, educação, cultura, lazer e renda para a juventude. Como provocação, Jhonatas perguntou aos jovens presentes “quantas dessas necessidades são atendidas aqui na comunidade do Limoeiro, na Queimadinha, na Conceição ou no George Américo, por exemplo?”. Jhonatas salientou ainda que a gritante desigualdade social brasileira potencializa esse “estado de violência” em que vivemos: na maior parte dos casos, não é a simples ausência policial que provoca a violência, mas sim a negação de direitos e incapacidade pública de oferecer “perspectiva de vida e visibilidade positiva” para a maioria da juventude. Após essa fala inicial de Jhonatas, um grande número de inquietações, perguntas e ideias foram levantadas a respeito do tema em geral e também sobre a presença da violência sexual, casos de truculência policial, racismo institucional, tráfico de drogas, desarmamento, entre outros pontos. Como parte do processo de organização do grupo Nova Geração, a atividade contou também com um momento de sistematização de propostas dos jovens para enfrentamento do problema e reivindicação junto ao poder público.


Ascom PSOL

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