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26 de nov. de 2012

No Feira IX, Jhonatas Monteiro (PSOL) discute Consciência Negra

Na noite da última quinta-feira (22), Jhonatas Monteiro foi o palestrante em uma das atividades promovidas pelo Colégio Estadual Jair Santos Silva, no Feira IX, por ocasião do Dia da Consciência Negra. A atividade contou com alunos dos turnos matutino, vespertino e noturno, professores, funcionários, pais de alunos, dentre outras pessoas. Jhonatas chamou a atenção não só para o histórico de mais de 300 anos de escravidão no nosso país, mas como esse histórico desenhou uma sociedade marcada pelas desigualdades de oportunidades e opressão que negros e negras vivem em seu cotidiano ainda hoje. Essa discussão foi uma provocação à reflexão do Dia da Consciência Negra como parte do processo de repensar o Brasil a partir do corte racial e das formas de superação de suas desigualdades: discutiu-se a modificação de perspectiva de vida da população negra a partir de sua entrada no mercado de trabalho e em instituições de ensino superior (através também do estabelecimento de cotas); a relação entre a beleza negra e a imposição de padrões estéticos que reforçam o racismo; além da necessidade de organização de coletivos que pensem a questão racial e que busquem ser voz ativa na cidade. Após esse diálogo com Jhonatas, houve apresentação de dança pelos alunos da 8ª série enfatizando a beleza da cultura afro-brasileira.

Ascom PSOL Feira de Santana
e-mail: psol.fsa@gmail.com
Tel: (75) 9191-6860

11 de jan. de 2012

Nonno Paolo – Um caso emblemático de racismo - por Sueli Carneiro

Por Sueli Carneiro

Há coisas essenciais sobre o racismo no episódio ocorrido no restaurante Nonno Paolo com um menino negro.

Eu não estava lá, mas pela reação de indignação da mãe da criança e seus amigos é lícito supor que a criança em questão, seja amada e bem cuidada, portanto, não estava suja e maltrapilha como costumam estar as crianças de rua que encontramos cotidianamente na cidade de São Paulo.

Então, a "confusão" de quem a tomou, em princípio, por mais uma criança pedinte se deveu ao único traço com o qual a define a mentalidade racista: a sua negritude. Presumivelmente, o menino negro era o único "ponto escuro" entre os clientes do restaurante e para esse "ponto escuro" há lugares socialmente predeterminados dos quais restaurantes de áreas consideradas "nobres" da cidade de São Paulo estão excluídos.

Boletim Informativo do Círculo Palmarino nº 02/12

BOLETIM ELETRÔNICO CÍRCULO PALMARINO


Aqui estão as últimas matérias publicadas no http://www.circulopalmarino.org.br/. Suas críticas e comentários serão bem vindos.

1.      Moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos, sofrem ofensiva da PM e ameaças do prefeito - Na madrugada desta quinta-feira (5/01) os moradores da Comunidade do Pinheirinho, em São Jose dos Campos, foram surpreendidos, por volta das 5h30 da manhã. Uma mega operação policial foi implementada deixando a todos perplexos. (...)

2.      USP tenta demolir Núcleo da Consciência na véspera do Natal - A Reitoria da Universidade de S. Paulo (USP) tentou demolir o barracão onde funciona, desde 1.987, o Núcleo de Consciência Negra, na véspera do Natal, e aproveitando o período de férias dos estudantes. (...)

3.      Garoto negro é expulso de restaurante por ser confundido como mendigo -
Texto de Mário Sérgio em Luis Nassif Online - Com a arrogância típica de ignorantes, o gerente admitiu que teria sido ele mesmo o autor de tal atitude racista Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do rascismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. (...)

10 de jan. de 2012

PM na USP, Cracolândia e os saudosos da ditadura – Por Leonardo Sakamoto

Por Leonardo Sakamoto

Um estudante foi agredido por um policial militar, nesta segunda (9), no campus do Butantã da Universidade de São Paulo. O rapaz não quis mostrar a documentação estudantil e o policial chegou a sacar seu revólver, o que não deveria ser a abordagem padrão de um funcionário público treinado para lidar com pessoas e situações-limite. Enquanto isso, na Cracolândia, surgem denúncias de tortura contra dependentes químicos, medicados com balas de borracha e tratados contra o vício com bombas de efeito moral.

5 de jan. de 2012

16 de dez. de 2011

Os desafios do movimento negro hoje – Por Fábio Nogueira

Fábio Nogueira*

É necessário relacionar o atual momento vivido pelo movimento negro com o que a retomada das lutas dos afro-brasileiros e a formação do MNU (Movimento Negro Unificado) nos estertores da ditadura militar. Apesar de não apresentar um programa socialista, o MNU assumiu a vanguarda do processo de conscientização do povo negro e aliou a isso uma radical revisão dos cânones de integração do negro à sociedade nacional. Não foi pouca coisa. Tratou-se de uma verdadeira revolução cultural da qual até hoje colhemos os frutos. Deslocar o imaginário nacional de pretensa “docilidade” e “masoquismo” do negro em relação à escravidão e o racismo e construir uma identidade baseada no orgulho racial, na defesa dos valores afro-brasileiros e na experiência do Quilombo dos Palmares, é um enorme ganho às atuais e futuras gerações de afro-brasileiros. Apesar das diferenças com a “esquerda branca” as reivindicações do MNU, nos anos 80, tinham um forte sentido classista e aliancista com os movimentos populares. É no final da década de 80, que a experiência do MNU começa a colapsar (sem que necessariamente ele tenha atingido o seu objetivo de ser um movimento unificado dos negros brasileiros): suas dissensões internas darão origem a grupos e entidades independentes (algumas, aliás, que já existiam, ao largo do MNU).

14 de dez. de 2011

BOLETIM ELETRÔNICO - CÍRCULO PALMARINO


Aqui estão as últimas matérias publicadas no http://www.circulopalmarino.org.br/. Suas críticas e comentários serão bem vindos.

1.      Entidade faz protesto para denunciar caso da estagiária negra -
Por: Redação - Fonte: Afropress - 9/12/2011 S. Paulo - O caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19 anos, que acusa a direção do Colégio Internacional Anhembi-Morumbi, do Brooklin, zona sul de S. (...)

2.      Comitês Populares da Copa lançam dossiê sobre violações de direitos humanos na próxima segunda (12) -
Fonte: Racismo Ambiental A Articulação Nacional de Comitês Populares da Copa lançará na segunda-feira (12) o dossiê “Megaeventos e Violações de Direitos Humanos”, que reúne dados e informações sobre impactos de obras e transformações urbanas realizadas para a Copa do Mundo de 2014. (...)

3.      Despejo forçado continua sendo política pública em Curitiba -
Fonte: Racismo Ambiental Os moradores da Vila Nova, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba, conseguiram suspender na Justiça o prazo para a reintegração de posse do local onde vivem mais de 50 famílias.
(...)

4.      Ex-Pantera Negra se livra de pena de morte nos EUA -
Mumia Abu-Jamal estava havia 30 anos no corredor da morte. Pena por assassinato em 1981 foi comutada em prisão perpétua O ativista negro Mumia Abu-Jamal, ex-membro do grupo Panteras Negras, não será mais executado, anunciou nesta quarta-feira (7) a Procuradoria da Filadélfia, no estado da Pensilvânia, após 30 anos de batalhas legais.
(...)
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27 de nov. de 2011

Por uma prática consciente negra ou a luta constante contra o racismo na cidade de Feira de Santana


Abdias Nascimento foi um ativista de destaque do movimento negro
Denilson Lima Santos[1]

Constantemente nos deparamos com jornais, telenovelas ou filmes em que os diálogos são acentuadamente racistas. Quando nos levantamos e apresentamos esses textos como discurso de uma sociedade que maquia a verdade e que insiste em embranquecer-se, alguns dizem “isso é fundamentalismo”. Ou então expressam: “Nesses tempos de fundamentalismo é perigoso tomar essas atitudes”.

Quero evidenciar que “essas atitudes” são as nossas que denunciamos, por exemplo, quando escutamos que as cotas são “outro tipo de racismo”; ou quando uma personagem branca agride outra personagem, negra, e para completar a cena, esta “apanha” de joelhos. Nesse espaço de reflexão, nos perguntamos: como é ser negro 24 horas por dia? Sobretudo quando nos localizamos em Feira de Santana, por exemplo.