Páginas

Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mulheres. Mostrar todas as postagens

26 de mai. de 2016

A DOR DE UMA MULHER É A DOR DE TODAS AS MULHERES



Quarta-feira, dia 25 de maio de 2016. A notícia do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, no Rio de Janeiro, chocou o país e convulsionou a internet. Além da barbaridade do crime, praticado por nada menos que 30 homens, chocou a forma como o ato criminoso foi veiculado: através do Twitter, por um dos próprios agressores, que postou um vídeo da garota desorientada e ensanguentada após o ataque, além de tecer comentários depreciativos sobre a vítima, em tom de deboche.

A postagem revela a banalização do estupro, da dor de outro ser humano, e a banalização da própria vida das mulheres. Informações postadas em redes sociais são massivamente visualizadas. Mas saber que um grande número de pessoas tomaria conhecimento do ato não inibiu os agressores de divulgá-lo e compartilhá-lo. Quem se sente livre para agir assim, confia na cumplicidade do outro. Confia que outras pessoas concordarão e, assim como eles, debocharão do sofrimento daquela mulher.

Nem todos concordaram, nem debocharam. Tanto que mais de 800 denúncias sobre a postagem foram feitas ao Ministério Público do Rio de Janeiro, e uma investigação sobre o caso foi aberta. Mas de certa forma, o pensamento dos criminosos estava correto. Muitos, de fato, concordam. Se assim não fosse, não aconteceria um estupro a cada 11 minutos no Brasil, como revelam os dados do 9º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2015. Nunca será normal, mas na sociedade em que vivemos, infelizmente, é muito comum uma mulher ser estuprada.

Tais números absurdos têm origem no machismo e na cultura do estupro que ele alimenta. A cultura do estupro é responsável pela legitimação da agressão sexual, especialmente a mulheres e crianças, através de instituições e produtos culturais. Ela está nas músicas depreciativas da condição feminina, na publicidade nefasta que retrata a mulher enquanto objeto sexual, em filmes, videoclipes, seriados e novelas, que naturalizam ou até mesmo romantizam a violência contra a mulher. Está nos contos de fadas antigos – mas que continuam a ser repetidos de forma acrítica, inclusive no ambiente escolar, que ensinam que é normal o príncipe beijar a princesa que dorme. Está disfarçada no humor que ridiculariza as vítimas, está nas piadas politicamente incorretas que “pessoas de bem” reivindicam poder continuar a repetir. Está na pergunta hedionda: que roupa ela estava usando?

Estupradores não são necessariamente pessoas doentes. Embora existam patologias mentais associadas a esse comportamento criminoso, de forma geral, um estuprador é apenas um homem que acredita ter direito ao corpo de uma mulher, independente do seu consentimento. Estuprador é o homem que puxa o braço ou cabelo da mulher na balada para forçar o beijo. Estuprador é o homem que se esfrega e ejacula nas mulheres no ônibus ou metrô. Estuprador é o homem que assedia mulheres na rua ou no trabalho. Estuprador é o “amigo” que transa com a amiga bêbada, mesmo que ela não esteja consciente o suficiente para dizer sim. Estuprador é o marido que obriga a esposa ao sexo mesmo que ela não esteja afim, porque esta seria sua obrigação de casada. Estuprador é também todo homem que usa de violência física ou estratégias criminosas (como dopar a vítima) para conseguir o ato sexual não consensual.

Precisamos reconhecer que, na nossa sociedade, as mulheres não estão seguras. Precisamos reconhecer que o machismo produziu uma sociedade onde todo e cada homem É um estuprador em potencial. E isso precisa parar.

É difícil expressar em palavras o sentimento compartilhado por nós, mulheres, ao ler a notícia do estupro dessa jovem. Talvez por isso tantas ilustrações sobre o crime tenham sido criadas, de forma voluntária e independente, e circularam pelas redes sociais nas últimas 24 horas. Ilustrações ora contundentes, ora poéticas, mas todas catárticas. Em comum, o sentimento de solidariedade para com esta mulher, a vontade de abraçá-la, de curar suas feridas, de protegê-la. É doído. Na falta de palavras, talvez a arte possa nos socorrer.

Podia ter sido com qualquer uma de nós. Acontece com várias de nós todos os dias. Somos vítimas de abusos físicos, de abusos psicológicos, somos violentadas. A sociedade precisa reconhecer nossa humanidade, nossa dignidade, nosso direito à segurança e à vida. Os homens precisam parar!

Homens usam o machismo para manter seus privilégios (inclusive o privilégio de usufruir do corpo de uma mulher, se esta for sua vontade, quando bem entender). Mulheres precisam do feminismo para continuar vivas. É uma luta extremamente desigual. De que lado você está?

Núcleo de Mulheres do PSOL Feira de Santana
26 de maio de 2016

21 de mar. de 2014

NO COMBATE À VIOLÊNCIA, MULHERES DO PSOL MOBILIZADAS NA CÂMARA

Mulheres do PSOL e simpatizantes se mobilizaram para acompanhar a audiência pública “Violência contra as mulheres – O que fazer?”, realizada na Câmara Municipal de Feira de Santana, no último dia 20 de março. A mesa de debate foi composta por Ana Rita da Costa Oliveira, do Coletivo de Mulheres de Feira de Santana; Ideojane Melo, Especialista em Políticas Públicas para as Mulheres; Maria Luiza Coelho, diretora do Centro de Referência da Mulher Maria Quitéria; bem como representação da Defensoria Pública, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), da Vara Especializada em Violência Doméstica e o vereador Marcos Lima (PRB), presidente da Comissão de Meio Ambiente, Direitos Humanos e Defesa do Consumidor. Principalmente a partir dos relatos de profissionais com envolvimento direto nas ocorrências, o cenário geral retratado ao longo do debate foi de crítica aos diferentes níveis governamentais pela falta de verbas adequadas e descaso com a efetiva implementação da Lei Maria da Penha (11.340/2006). Dessa forma, pautou a discussão a inexistência de uma rede de combate à violência contra a mulher em contraste com as possibilidades de proteção já previstas nessa Lei e nos instrumentos legais que lhe são complementares: se houvesse compromisso governamental com sua execução os números alarmantes de realidades como a de Feira mudariam. Nesse contexto, quando da abertura da palavra ao público, Marcela Prest, integrante da Direção Executiva Estadual do PSOL e uma das militantes do Partido em Feira, expressou o sentimento de luto diante do número de mulheres que estão morrendo no município vítimas de seus “companheiros” e “ex-companheiros”, já que os dados vêm aumentando de um ano para outro de forma assustadora no município. Por outro lado, enfatizou que Feira até registrou aumento de suas verbas na área, embora esse tenha sido de somente de 10% em 2012 (com base no ano anterior) para enfrentar um crescimento de cerca de 250% de ocorrências em 2011 (com 2009 como ano de referência). Com base em informação do Relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Combate à Violência Contra a Mulher, de julho de 2013, Marcela apontou que a prestação de contas fornecida pelo poder público municipal foi recusada porque os dados fornecidos foram “inconclusivos”. Como exemplo de irregularidades, o Relatório indica o pagamento do aluguel da chamada “Casa Abrigo” há nove meses, mas esse espaço nem mesmo foi inaugurado. Nesse sentido, lembrando o papel de fiscalizar o Executivo Municipal, questionou o porquê da Câmara não ter tomando nenhuma providência até a data. Marcela ainda reafirmou que, embora seja um problema que atinge as mulheres em sua diversidade, existe uma dimensão racial da violência contra a mulher que não pode ser negligenciada porque a combinação histórica entre racismo e machismo na sociedade brasileira cria condições mais difíceis para as mulheres negras. A participação na audiência de mulheres militantes do PSOL fez parte de um processo de movimentação que não se encerra em março, pois tem como objetivo a mobilização para pressionar pela concretização da rede pública de proteção à mulher ao longo de todo o ano.


Ascom PSOL

12 de mar. de 2014

FILIADAS E AS SIMPATIZANTES DO PSOL DE FEIRA DEBATERÃO VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

No próximo sábado, dia 15 de março, o PSOL de Feira de Santana realizará o “Café com Luta: filiadas e as simpatizantes do PSOL debatendo a violência contra a mulher”. Por ensejo da mobilização em torno do Dia Internacional da Mulher (8 de março), a atividade será uma oportunidade de debate dessa que é uma das faces mais evidentes da opressão de gênero, a violência contra a mulher. Em meio ao café esse momento, voltado exclusivamente para as militantes do PSOL e outras mulheres sintonizadas com o enfrentamento desse grave problema, tem também a intenção de reflexão coletiva sobre a situação local. Obviamente, a proposição do tema se relaciona às constantes notícias de mulheres agredidas e mortas em face do machismo no município. A atividade ocorrerá às 17 horas, no Pólo Sindical Urbano, na Rua Barão de Cotegipe, 891, no Centro da cidade.


Ascom PSOL

18 de set. de 2012

Jhonatas 50 (PSOL) conversa com mulheres em situação de risco no Espaço Viva Mulher

Quinta-feira (13), Jhonatas Monteiro visitou o Espaço Viva Mulher, no Tanque da Nação. A entidade tem importante atuação no atendimento de mulheres em situação de risco, possibilitando alternativa de trabalho e atividades de fortalecimento da auto-estima feminina. Além de ouvir o histórico da criação do Espaço, Jhonatas pôde também conversar com várias mulheres durante a própria realização de um dos cursos oferecidos na casa que sedia o Viva Mulher. A conversa tocou tanto em temas ligados a problemas enfrentados no dia a dia pelas mulheres de Feira, como a ausência de creches públicas ou o alto índice de violência, quanto em problemas que afetam em especial os bairros populares, como a precariedade da saúde pública ou a ineficiência do transporte coletivo. Jhonatas, como candidato a prefeito pelo PSOL, afirmou defender uma gestão que reconheça que “as opressões do nosso tipo de sociedade pesam muito mais sobre alguns grupos, como é o caso das mulheres e principalmente das mulheres negras” e, portanto, que é prioridade instituir uma política municipal de creches públicas, uma rede efetiva de apoio à mulher vítima de violência e que mulheres sejam foco principal da política de formação de cooperativas e associações para geração de renda.

Jhonatas 50 Prefeito
e-mail: jhonatasprefeito50@yahoo.com.br
Facebook – Perfil: Jhonatas Monteiro 50
Facebook – Página: Eu tô com o Rasta - Jhonatas 50
Twitter: Jhonatas_50

31 de mai. de 2012

PSOL FEIRA DE SANTANA MANTÉM RITMO DE CONSTRUÇÃO DO PROGRAMA PARA ELEIÇÕES


Na última segunda-feira, dia 28, aconteceu mais uma Roda de Conversa do PSOL para elaboração programática. Nessa oportunidade, voltamos a debater algo que já havia sido tema de Roda de Conversa anterior, por se tratar de um problema crucial da realidade feirense que afeta a maioria da população, especialmente os estudantes e a classe trabalhadora: a péssima oferta de transporte coletivo e, de modo mais geral, os impasses da MOBILIDADE URBANA no município. A reflexão coletiva contou com a contribuição de ANTONIO ROSEVALDO FERREIRA DA SILVA, professor de economia da UEFS, pesquisador da área de transporte e especialista em regulação da AGERBA. Com essa, já ocorreram outras nove Rodas de Conversa com lideranças comunitárias, coletivos sindicais, ativistas de movimentos sociais e especialistas. Nesse sentido, dando continuidade a esse processo de construção coletiva do programa para as eleições deste ano, acontecerá mais um momento de discussão de um tema estratégico para a luta social: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES. As mulheres historicamente têm sido alvo de diversas formas de opressão que, no contexto de exploração da sociedade capitalista, são reforçadas cotidianamente (que o digam as grandes diferenças salariais para o exercício das mesmas atividades profissionais no Brasil). Contudo, essa subalternização jamais foi aceita passivamente, pois os nossos 512 anos registram a presença constante das mulheres nas mais diversas formas de luta e resistência popular, inclusive o enfrentamento direto com o machismo para a conquista de direitos econômicos, políticos e culturais. Dessa forma, entendemos que qualquer projeto político cujo objetivo é expressar um programa de transformações radicais da sociedade brasileira deve priorizar o fortalecimento dessas conquistas históricas. Para contribuir com essa discussão acerca da realidade de Feira de Santana, município onde o machismo se faz evidente nos altos índices de violência contra a mulher, contaremos com a contribuição de ANA RITA COSTA, integrante do diretório local do PT, vice-presidente da Associação de Moradores de Santo Antônio dos Prazeres e presidente do Coletivo de Mulheres em Feira de Santana. Acompanhe mais essa discussão:

QUANDO? Dia 1º de junho (sexta-feira), 18:00

ONDE? Sede do Partido – Rua Alegrete, 27, Bairro Serraria Brasil (Rua em frente ao retorno próximo do Condomínio Parque Cajueiro, na Av. João Durval)
_________________
Pedimos divulgação por e-mails e nas redes sociais.

Faça parte do perfil: Facebook - Página 50
                                       Twitter - Página 50

18 de mar. de 2011

Nota das Mulheres do PSOL: Pelo ABORTO da filiação de Bassuma!


À Executiva Nacional do PSOL

Ao Diretório Nacional do PSOL

Ao Diretório Estadual do PSOL/BA

Pelo ABORTO à filiação de Bassuma ao PSOL

Não é de hoje que no Brasil vivemos uma conjuntura de forte avanço de grupos conservadores e fundamentalistas e, para nós do PSOL, isso ficou muito claro durante o período eleitoral, quando fomos a única candidatura à presidência da República a pautar as discussões da legalização do aborto, casamento civil igualitário e criminalização da homofobia sem medo, e sem usá-las como moeda de troca por votos como fizeram as candidaturas de Dilma e Serra.

9 de mar. de 2011

8 de março - Vídeo com nossa homenagem, a todas as GUERREIRAS, que ousaram sonhar e lutaram por um outro mundo!


8 de março - Vídeo com nossa homenagem, a todas as GUERREIRAS, que ousaram sonhar e lutaram por um outro mundo!
Produzido por: Feministas do PSOL