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22 de jan. de 2015

PSOL REALIZARÁ PLENÁRIA SOBRE TRANSPORTE E PDDU EM FEIRA

No próximo sábado (24), às 14:00, na sede partidária, o PSOL Feira realizará uma Plenária com o tema “Contradições Urbanas de Feira de Santana: transporte coletivo e plano de desenvolvimento”. Como forma de manter nosso acompanhamento e debate sobre essas problemáticas é que propomos a realização dessa reunião, sendo uma atividade cuja presença de nossos companheiros(as) filiados(as) é imprescindível e também uma atividade aberta às pessoas não sejam do PSOL mais que se interessam pelo debate.

Desde o final do ano passado, a maioria da população feirense tem assistido à piora do já péssimo serviço de transporte coletivo ao mesmo tempo que vê uma escalada de promessas de melhoria do executivo municipal: fiscalização “rigorosa” das empresas, o BRT como “solução”, aumento da tarifa “só após a implantação do novo sistema”, dentre outras. Mais uma vez provando que essas promessas não valem nada, o mais recente movimento do executivo municipal foi o aumento da tarifa de transporte do atual valor de R$ 2,35 para R$ 2,70 – Preço que é um assalto ao bolso do trabalhador e do usuário em geral, pois de modo algum corresponde à qualidade do serviço oferecido.

O aumento da passagem não deve ser visto de maneira isolada, já que faz parte de um descompromisso  generalizado da gestão municipal com um sistema de transporte que atenda às necessidades da maioria. Assim, o aumento do preço da passagem soma-se a tentativa de imposição de um BRT baseado em um trajeto excludente (Avenidas Getúlio Vargas e João Durval) e na manutenção do atual SIT como “alimentador” (precário!) do BRT. Um total absurdo ainda mais considerando o desrespeito ao previsto no Estatuto da Cidade (10.257/2001) e na Lei de Mobilidade Urbana (12.587/2012) do ponto de vista do planejamento, bem como a previsão de retirada de centenas de árvores de uma das poucas áreas verdes restantes no Centro de Feira.

É nesse contexto, como um momento de reflexão e busca de alternativas, que a Plenária Temática é convocada para dar continuidade a luta por um município realmente democrático.

Ascom PSOL 

23 de dez. de 2014

UMA AÇÃO DE QUESTIONAMENTO DA LEGALIDADE DO SENTIDO DO BRT

O PSOL tem estimulado a reflexão coletiva sobre as questões relativas ao crescimento e ao planejamento urbano do município, pautando o interesse público e as necessidades da maioria da população na luta por uma Feira de Santana realmente democrática e popular. Tal postura levou a que militantes do Partido, enquanto cidadãos, acionassem a Justiça, o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas dos Municípios.

Assim, na última quarta-feira (17), respectivamente foram protocoladas uma ação popular e três representações visando que o poder público municipal cumpra aquilo previsto no Estatuto da Cidade e na Lei da Mobilidade Urbana antes que encaminhe qualquer projeto de Bus Rapid Transit (BRT), bem como denunciando o atual prefeito, o atual Secretario de Planejamento e o prefeito anterior por ato de improbidade administrativa por não terem encaminhado a elaboração de um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), de modo participativo, como previsto em lei. 

É dramática a inexistência de um PDDU em Feira, o que tem facilitado que o grupo político que administra a Prefeitura desde o início dos anos 2000 trate o município como o “quintal de casa” e favoreça interesses privados de uma minoria em lugar das necessidades da maioria da população. Não à toa, no máximo, houve a tentativa de imposição de um PDDU sem participação popular efetiva, iniciativa impedida por recomendação do Ministério Público Estadual em 2006 provocada por mobilização social. Dessa maneira, até os dias atuais, o município não tem um planejamento público e democrático que oriente o conjunto de seu crescimento.

Feira de Santana segue na ilegalidade pela ausência de PDDU, obrigatório para municípios acima de 20 mil habitantes e para aqueles integrantes de regiões metropolitanas, e pela falta de plano de mobilidade, obrigatório para municípios com mais de 500 mil habitantes. O preço dessa falta de planejamento é o crescimento ainda mais precário e excludente de Feira, agravado por obras pensadas apenas no curto prazo e que em pouco tempo se mostraram equívocos feitos com o dinheiro público – Como é evidente no caso da maioria dos “viadutos”, feitos mais para propaganda do que para real solução dos problemas de trânsito.

É nesse contexto, desconsiderando a necessidade do PDDU e novamente sem nenhuma discussão com a maioria da sociedade, que o atual governo municipal tem imposto um projeto de BRT – Apresentado “pronto” numa Seção Especial na Câmara Municipal, em maio deste ano, apenas para eventuais “dúvidas” – e o Secretario de Planejamento insiste que o PDDU é irrelevante para a definição da obra de maior impacto urbano prevista para Feira. Embora recentemente o próprio representante da empresa responsável pelo projeto tenha admitido que o traçado foi definido antes de qualquer estudo adequado, o poder público municipal não demonstra qualquer abertura para modificações na sua proposição de BRT – Mesmo existindo propostas alternativas, considerando o Anel de Contorno ou a área Norte da cidade, e muitos questionamentos técnicos ao atual projeto.

Pelo contrário, as recentes audiências públicas sobre o assunto comprovam que a atual administração só pretende “ouvir” a população sem considerar nenhuma opinião que possa modificar o que pretende impor. Nesses termos, o BRT custará aos cofres públicos mais de 90 milhões de reais sem qualquer garantia que sua implantação resolverá os graves problemas do transporte público feirense, já que mantém o péssimo Sistema Integrado de Transporte (SIT) como “alimentador” do BRT. Mas, mais que isso, o seu traçado se resume às avenidas Getúlio Vargas e João Durval, desenho que não encontra qualquer argumento técnico nas mais de 100 páginas do projeto apresentado e não contempla os principais problemas da mobilidade que estão concentrados também no sentido bairro-bairro e zona rural-zona urbana. Assim, o BRT é tratado como uma obra desvinculada dos grandes problemas do transporte coletivo, da mobilidade de modo mais amplo e do planejamento urbano como um todo de Feira de Santana. 

Dessa forma, a expectativa é que a iniciativa da ação popular e das representações, em conjunto com as várias outras expressões de insatisfação e questionamento da sociedade civil ao atual projeto de BRT, contribua para que prevaleça o interesse público e o respeito às necessidades da maioria da população na questão. Até lá, que haja discussão franca das alternativas para uma Feira realmente acolhedora para o seu povo – A começar por seu sistema de transporte. 


Ascom PSOL

5 de mar. de 2014

O BRT RESOLVE O TRANSPORTE EM FEIRA?

Diante da pressão popular por melhoria do transporte público, o chamado Bus Rapid Transit (BRT) foi a cartada da administração de José Ronaldo para dizer que a resolução do problema estava a caminho. Do anúncio ao contrato com a Caixa Econômica Federal, que endivida o município por décadas a fio, o processo todo foi muito noticiado, mas em nada problematizado. Agora que o empresariado mais uma vez mostra as garras ao propor aumento de tarifa para R$ 2,94 e chegamos a março, prazo anunciado para entrega do projeto executivo do BRT pela consultoria contratada pela prefeitura, talvez seja oportuna uma reflexão mais profunda. Em especial porque a situação do transporte coletivo em Feira de Santana continua marcada pelos velhos problemas que têm motivado manifestações contra os atrasos, os ônibus velhos, a insuficiência de linhas, o desrespeito a idosos e deficientes, o descaso com a zona rural, a total falta de estrutura de pontos, entre as várias crueldades do dito Sistema Integrado de Transporte (SIT). Portanto, antes de jogar confetes, devemos nos perguntar simplesmente se o BRT resolverá de fato os problemas. Para quem se lembra da implantação do próprio SIT, em 2005, o mesmo também foi apresentado como “a” solução para os diversos problemas do transporte coletivo em Feira. Passado alguns anos, é evidente que a realidade difere muito da propaganda oficial.

O BRT é sempre vendido a partir da experiência curitibana, mas sem maior atenção ao fato que esse sistema de via expressa e exclusiva para ônibus tem funcionamento diferenciado a depender do município. Variam quais setores sociais serão prioritariamente atendidos no seu “desenho” e, por consequência, se estará voltado ou não às necessidades da maioria da população. Tendo em vista isso, dois critérios importantes são a forma como tem sido conduzido e a maneira como se relaciona ao conjunto dos problemas de mobilidade e crescimento de Feira (Em Curitiba, por exemplo, as inovações no transporte coletivo foram parte do Plano Diretor de 1966). Se a própria decisão sobre a opção do BRT nem ao menos foi discutida no fictício Conselho Municipal de Transporte, os sinais posteriores também são preocupantes. Ainda mais considerando se tratar de uma intervenção urbana que custará aos cofres públicos mais de 90 milhões de reais sem garantia qualquer que funcionará em prol da maioria da população, exceção feita pela “garantia” dada pelo marketing da atual gestão municipal.

Em síntese, três grandes problemas já se apresentam em relação à imposição do BRT. O primeiro, evidente, diz respeito ao nível de consulta pública sobre a sua implantação, já que, a julgar pelas manifestações ao longo dos últimos anos e cotidianas denúncias da população, o transporte é assunto que interessa a mais pessoas que o punhado frequentador do gabinete do prefeito. Até agora, a consulta à população se situa abaixo de zero. Em segundo lugar, a própria legalidade da questão deve ser considerada. Parece profundamente estranho a Caixa liberar recursos, em um município com mais de 600 mil habitantes, sem que houvesse cobrança dos instrumentos mais elementares de planejamento urbano e mobilidade. A essa altura, não é segredo que Feira cresce ao arrepio do que é previsto no Estatuto da Cidade (Lei 10.257 de 2001), não contando com um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano que organize democraticamente a expansão municipal. Mas, mais especificamente em relação ao transporte, interessa saber que a mesma lei federal prevê a obrigatoriedade de plano de mobilidade para cidades com mais de 500 mil habitantes (Art. 41, §2º). Não à toa, como terceiro grande problema, a ausência desse planejamento de conjunto traz o risco de daqui a poucos anos, assim como aconteceu com o SIT, tenhamos um novo sistema ótimo para os empresários que o operam e profundamente inadequado para a maioria que o utiliza. É fundamental que não compremos gato por lebre: o problema do transporte coletivo não é a ausência de uma ou duas vias rápidas no Centro, digamos as avenidas Getúlio Vargas e João Durval. O problema maior é a mobilidade bairro a bairro e suas inúmeras deficiências, desde a precariedade dos veículos à irracionalidade da ida aos terminais de integração para chegar a um bairro vizinho. O BRT resolverá? Para respostas, com a palavra o senhor prefeito.

Jhonatas

13 de jan. de 2014

PSOL DEBATE TRANSPORTE COLETIVO E MOBILIDADE URBANA EM FEIRA DE SANTANA

O primeiro ciclo de mesas do III PSOL Debate finalizou com a discussão do tema “Transporte coletivo e mobilidade urbana”, no último dia 14 de dezembro (O segundo ciclo será no início de 2014). A atividade contou, como debatedores, com Antonio Rosevaldo Ferreira e Marcos Musse. O primeiro é economista, mestre em Desenvolvimento Regional e Urbano, especialista em Regulação da AGERBA e pesquisador do Grupo de Trabalho sobre Transporte Público da UEFS; enquanto o segundo é estudante de História, integrante do Movimento Passe Livre (MPL) de Salvador e militante do PSOL. Antonio Rosevaldo, que vem acompanhando de perto o debate público em torno da questão da mobilidade urbana em Feira, principalmente em relação ao cálculo da tarifa de transporte coletivo, discutiu os aspectos afetados pela atual transformação do direito ao transporte em mercadoria. Nesse sentido, Rosevaldo defendeu a gestão pública do serviço, já que o objetivo de lucro do empresariado em geral se choca com o interesse da população por transporte acessível e de qualidade. Em especial sobre a tarifa, o debatedor ressaltou que os critérios da planilha de custos do serviço em Feira são completamente desatualizados, o que implicou na elevação contínua da tarifa feirense ao ponto de torná-la uma das mais caras de todo o país. Explicou ainda que é economicamente viável a chamada “tarifa zero” ou “passe livre” a partir da simples reorganização da forma de pagamento das empresas que operam o serviço. Por sua vez, além do histórico da luta pelo passe livre no Brasil, Marcos Musse destacou a importância da relação do transporte coletivo com o direito à cidade como um todo. Afirmou, dessa forma, que a garantia de outros direitos sociais – como saúde, educação, cultura, moradia e trabalho – está ligada diretamente à existência de um sistema de transporte público democrático e eficiente. Marcos também defendeu a gestão pública do serviço de transporte e ressaltou estratégias que possibilitam a gratuidade da tarifa do transporte, notadamente através do uso social da massa de recursos públicos que hoje já subsidia as atividades do empresariado do setor. Em comum, tanto Antonio Rosevaldo quanto Marcos discutiram a necessidade e os efeitos positivos da mobilização popular para garantia do direito ao transporte. O debate, muito esclarecedor para toda a militância e participantes da comunidade presentes, seguiu ainda com questões acerca das dificuldades de mobilidade entre bairros, a inconsistência da proposta de BRT em relação aos reais problemas do SIT, as possibilidades de funcionamento de transporte intermunicipal dentro da Região Metropolitana de Feira, a inexistência de política pública de ciclovias, a precariedade da mobilidade nos Distritos, o descaso empresarial com a acessibilidade de deficientes e idosos, entre outras perguntas.


Ascom PSOL

6 de dez. de 2013

PRÓXIMA EDIÇÃO DO "PSOL DEBATE" TERÁ COMO TEMA TRANSPORTE COLETIVO E MOBILIDADE URBANA


O Partido Socialismo e Liberdade de Feira de Santana está realizando mais um “PSOL Debate”, evento aberto a toda comunidade, que está em sua III Edição e dessa vez conta com um novo formato: uma série de debates públicos promovidos pelo Partido que se prolongarão até o início de 2014 em datas esparsas, ao contrário das outras edições que foram eventos concentrados em um único dia ou em dias consecutivos.

Após o debate inicial no dia 23 de novembro, o tema da próxima mesa será “Transporte coletivo e mobilidade urbana”, no dia 14 de dezembro. A atividade tem como objetivo promover a reflexão coletiva acerca da dramática situação vivenciada pela maioria da população no transporte coletivo dos grandes centros urbanos brasileiros, mas principalmente discutir alternativas ao péssimo sistema de transporte de Feira de Santana. A desconexão entre as modalidades de transporte, ônibus velhos e sujos, os atrasos incontáveis, o descaso com a periferia, a exorbitante tarifa, são apenas alguns dos problemas que tornam infernal a vida dos usuários do dito Sistema Integrado de Transporte (SIT). O problema é histórico, mas se tornou uma doença crônica na vida da cidade na última década com a total conivência das gestões municipais.

Também nesse caso, a temática não foi escolhida aleatoriamente. Razão óbvia, ela dialoga com a necessidade da militância do PSOL Feira de entender melhor um problema que tem motivado seu engajamento nas lutas do município. Além disso, as jornadas de junho colocaram na ordem do dia a necessidade de discussão sobre o direito à cidade, assim como mobilidade urbana como parte desse direito. Agora, passe livre e tarifa zero são expressões de uso diário. Apesar disso, o poder público feirense vai na contramão ao manter a conivência com os desmandos do empresariado do transporte! Mesmo a proposta de mudança de modelo para Bus Rapid Transit (BRT), sem participação popular, corre o risco de apenas repetir a mesma farsa da implantação do SIT em 2005.

Para esse debate, contaremos com a participação do professor Antonio Rosevaldo Ferreira, economista, mestre em desenvolvimento regional e urbano, especialista em regulação da AGERBA e pesquisador do GT sobre transporte público da UEFS; e Marcos Musse, estudante de História, integrante do Movimento do Passe Livre (MPL) em Salvador e militante do PSOL. O evento acontece sábado, dia 14, a partir das 15h na Casa São Paulo Apóstolo (Rua Castro Alves, n° 1270, Centro), próximo ao Habib’s.


Ascom PSOL

2 de set. de 2012

Em atividade do CREA, Jhonatas (PSOL) discute planejamento urbano de Feira, política ambiental e mobilidade

Na última quinta-feira (30), na Unifacs, Jhonatas Monteiro participou do Diálogo com Candidatos a prefeito de Feira de Santana, evento organizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA-BA). Todos os candidatos compareceram, exceto novamente o candidato do DEM. Para cada candidato foram disponibilizados trinta minutos para a discussão de três temáticas, sendo duas sorteadas para cada candidato e uma comum a todos. Segundo esse método, Jhonatas falou sobre Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), Política Ambiental e, como temática comum, mobilidade urbana. O candidato do PSOL, reafirmando que Feira não possui Plano Diretor, fez o histórico do problema e enfatizou mais uma vez que o município precisa de ampla participação popular na construção deste instrumento legal que trará as principais diretrizes para organizar o espaço feirense. Jhonatas defendeu um PDDU que contemple a criação de Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) ambientais e habitacionais, a descentralização da infra-estrutura de serviços hoje concentrada no Centro e combata a especulação imobiliária através da definição clara da função social da propriedade, a taxação progressiva no tempo de terrenos ociosos e a contribuição de melhoria para que a valorização de áreas privadas a partir de investimento público seja restituída aos cofres municipais. Acerca da política ambiental, além do zoneamento ambiental, Jhonatas apresentou a proposta de criação do Observatório das Lagoas e Nascentes, instituto público para promover o diagnóstico, construir a memória e elaborar alternativas para os diversos olhos d’água. O candidato também propôs a criação de um Departamento de Abastecimento e Saneamento Municipal voltado para o atendimento de áreas rurais e ambientalmente vulneráveis que necessitam de soluções específicas que a Embasa não atende. Apontando a gravidade do problema do lixo em Feira, Jhonatas defendeu a elaboração de um efetivo Plano Integrado de Resíduos Sólidos, em sintonia com a política nacional para a área, que articule a chamada “logística reversa” para garantir que as empresas recolham os seus produtos que vão para o lixo, estímulo a reciclagem em todos os níveis, incorporação da educação ambiental no currículo escolar e cooperativação de catadores e transformação do aterro sanitário em local de reciclagem e produção de energia. Na discussão de mobilidade, Jhonatas ressaltou a prioridade do transporte coletivo. Desse modo, enfatizou a proposta tecnicamente comprovada de redução da tarifa de ônibus, garantida pela modificação dos critérios de cálculo atuais que só beneficiam aos empresários do transporte, e a reformulação radical do Sistema de Transporte Integrado (SIT) baseada na integração pelo tempo da passagem, linhas bairro-bairro, controle informatizado ponto a ponto da trajetória e horário dos ônibus pelo usuário, corredores exclusivos para agilizar a circulação dos ônibus, dentre outras medidas para garantir a democratização do transporte coletivo em todo o município. Criticando a inexistência da garantia da mobilidade não motorizada na cidade, Jhonatas defendeu também complementar a prioridade do transporte coletivo com a criação de um circuito integrado de ciclovias, ciclofaixas, passarelas, calçadões e faixas de pedestres. Jhonatas concluiu a sua exposição afirmando que também nessa área não houve planejamento, o que torna fundamental que essas e outras medidas de garantia do direito de ir e vir das pessoas se relacionem com a proposição de um Plano Municipal de Mobilidade.

Jhonatas 50 Prefeito
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31 de mai. de 2012

PSOL FEIRA DE SANTANA MANTÉM RITMO DE CONSTRUÇÃO DO PROGRAMA PARA ELEIÇÕES


Na última segunda-feira, dia 28, aconteceu mais uma Roda de Conversa do PSOL para elaboração programática. Nessa oportunidade, voltamos a debater algo que já havia sido tema de Roda de Conversa anterior, por se tratar de um problema crucial da realidade feirense que afeta a maioria da população, especialmente os estudantes e a classe trabalhadora: a péssima oferta de transporte coletivo e, de modo mais geral, os impasses da MOBILIDADE URBANA no município. A reflexão coletiva contou com a contribuição de ANTONIO ROSEVALDO FERREIRA DA SILVA, professor de economia da UEFS, pesquisador da área de transporte e especialista em regulação da AGERBA. Com essa, já ocorreram outras nove Rodas de Conversa com lideranças comunitárias, coletivos sindicais, ativistas de movimentos sociais e especialistas. Nesse sentido, dando continuidade a esse processo de construção coletiva do programa para as eleições deste ano, acontecerá mais um momento de discussão de um tema estratégico para a luta social: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MULHERES. As mulheres historicamente têm sido alvo de diversas formas de opressão que, no contexto de exploração da sociedade capitalista, são reforçadas cotidianamente (que o digam as grandes diferenças salariais para o exercício das mesmas atividades profissionais no Brasil). Contudo, essa subalternização jamais foi aceita passivamente, pois os nossos 512 anos registram a presença constante das mulheres nas mais diversas formas de luta e resistência popular, inclusive o enfrentamento direto com o machismo para a conquista de direitos econômicos, políticos e culturais. Dessa forma, entendemos que qualquer projeto político cujo objetivo é expressar um programa de transformações radicais da sociedade brasileira deve priorizar o fortalecimento dessas conquistas históricas. Para contribuir com essa discussão acerca da realidade de Feira de Santana, município onde o machismo se faz evidente nos altos índices de violência contra a mulher, contaremos com a contribuição de ANA RITA COSTA, integrante do diretório local do PT, vice-presidente da Associação de Moradores de Santo Antônio dos Prazeres e presidente do Coletivo de Mulheres em Feira de Santana. Acompanhe mais essa discussão:

QUANDO? Dia 1º de junho (sexta-feira), 18:00

ONDE? Sede do Partido – Rua Alegrete, 27, Bairro Serraria Brasil (Rua em frente ao retorno próximo do Condomínio Parque Cajueiro, na Av. João Durval)
_________________
Pedimos divulgação por e-mails e nas redes sociais.

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29 de mar. de 2012

QUINZE CENTAVOS DE DIREITOS



Marcos Monteiro*

Todo ano, por esse tempo, na cidade onde moro, Feira de Santana, uma certeza: a passagem de ônibus vai aumentar e os estudantes vão reagir, o máximo possível. As manifestações estudantis são contra quinze centavos a mais propostos por um conselho municipal de transporte a ser examinada pelo prefeito da cidade. Tudo indica que a passagem será de R$2,50 a partir de abril.

Na história das mobilizações, estudantes já deflagraram movimentos capazes de derrubar presidentes e balançar regimes ditatoriais. A movimentação contra aumento de passagem de Feira de Santana permite-nos pensar sobre algumas coisas.

Todo manifestante sabe que o problema não é o preço da passagem, mas passagem de ônibus ter preço. Transporte público gratuito e de qualidade é bandeira maior, embutida nessa pequena luta de quinze centavos. Feira tem um dos piores serviços de transporte do Nordeste e um dos mais caros, basta conferir. E a concessão para transporte urbano passa por aquela típica contaminação entre um setor privado e um poder público manipulado pelos interesses daquele.

13 de jan. de 2012

PSOL REPUDIA VIOLÊNCIA POLICIAL E APÓIA LUTA DOS ESTUDANTES DO PIAUÍ E ESPIRITO SANTO

Estudantes do Piauí em recente mobilização
contra aumento de tarifa de ônibus urbano

Todos os dias as elites e seus governos tentam jogar nas costas dos trabalhadores os custos da crise econômica mundial.

Uma dessas ações é a constante majoração dos preços dos serviços públicos essenciais. Dentre eles, pelo impacto que provoca nas finanças das camadas mais pobres da população, o valor das tarifas do transporte coletivo merece especial atenção.

12 de jan. de 2012

A cidade sem catracas – Parte II: Tarifa Zero

Em continuidade à série “A Cidade sem catracas”, neste segundo artigo contarei um pouco da história do Movimento Passe Livre e da iniciativa popular do Projeto de Lei Tarifa Zero, que objetiva fazer do transporte coletivo um serviço verdadeiramente público.

Amanhã vai ser maior Desde 2003, o Movimento Passe Livre – MPL leva jovens, estudantes e trabalhadores(as) às ruas na luta pela gratuidade no transporte coletivo. O MPL se organizou como movimento autônomo em 2005, no Fórum Social Mundial, com o objetivo de pautar o transporte público de maneira independente das entidades estudantis. Em 2006, o 3º Encontro Nacional do MPL, realizado na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, reuniu ativistas de 10 cidades e definiu sua carta de princípios.

11 de jan. de 2012

Não à criminalização da luta contra o aumento da passagem! – Teresina/Piauí

Lutar não é crime, é direito!
Libertação imediata dos presos políticos!

Desde o início do ano, o direito de lutar contra o aumento da passagem de ônibus e por um sistema de transporte público decente tem sido duramente reprimido pelo aparato policial.


Manifestações pacíficas têm sido constantemente contidas com o uso de violência policial e através de dezenas de prisões de ativistas. Como resultado disso, no momento, o Piauí tem 13 presos políticos. São estudantes e trabalhadores/as que foram criminalizados/as pelo simples fato de estarem nas ruas lutando por um direito social.

5 de jan. de 2012

Convite: Revolta do Buzu 2012 – Fórum de Transporte Público de Salvador

Nós, da Revolta do Buzu 2012, viemos através dessa carta convidar a todos os movimentos sociais e a todos que tiverem interesse em discutir mobilidade urbana, transporte publico e todas as outras formas de locomoção dentro das grandes cidades a fazer parte de um fórum onde essas questões fossem pautadas. Esse espaço tem o intuito de construir um local onde todos possam encontrar juntos formas de enfrentar o controle das grandes empresas e também pensar opções que melhorem o transito na nossa cidade.

4 de jan. de 2012

Revolta do Buzu 2012 – Salvador - Síntese do que foi discutido e exposto durante a 1º assembléia.

Síntese do que foi discutido e exposto durante a 1º assembléia da Revolta do Buzu 2012:

·        Construção de um documento que discuta questões sobre mobilidade urbana, a não aceitação do Salvador Card, Passe Livre, com objetivo de tornar tais temáticas acessíveis e entendíveis a toda população, tornando o Movimento Revolta do Buzu algo para além do Movimento Estudantil, mas um Movimento Popular – Algo a ser discutido no fórum;

3 de jan. de 2012

A cidade sem catracas – Parte I: Cultura do automóvel


Este artigo é a primeira parte de uma reflexão que proponho sobre a mobilidade urbana no espaço do Blog Coletivo de Outras Palavras. A série compreenderá a Campanha pela Tarifa Zero em São Paulo e as bicicletas, como alternativas possíveis para a mobilidade.

Neste primeiro texto, o alvo é a cultura do automóvel e seus efeitos sobre a mobilidade urbana. Mobilidade urbana é entendida aqui como as condições necessárias para o deslocamento das pessoas ou, em outras palavras: a pessoa conseguir se locomover da casa para o trabalho e para onde quiser ou precisar, seja por meios motorizados ou não motorizados. É o que garante, para o conjunto da população, o acesso aos serviços e equipamentos públicos que a cidade oferece, é dizer: o direito à cidade. O acesso à saúde e educação é impossível sem mobilidade abundante e barata.

1 de jan. de 2012

Revolta do Buzu 2012 – Salvador

● A primeira assembléia será realizada no dia 03/01/2012, na Biblioteca Central dos Barris, às 14 horas. Decidido pela enquete realizada no grupo.
Favor comparecer!


● Assine ao abaixo-assinado contra o aumento abusivo da tarifa do transporte coletivo de Salvador:

22 de dez. de 2011

As catracas da saúde


por Ana Manhani e Legume Lucas

No dia 10 deste mês, usuários dos sistemas de saúde e transporte estiveram reunidos para debater as catracas da saúde, para pensar quais são os obstáculos cotidianos que temos que superar para ter acesso à Saúde. Tais obstáculos vão desde a falta de materiais, equipamentos e profissionais de saúde até à dificuldade de conseguir pagar por um transporte público que nos permita chegar ao serviço de saúde para ser atendido.

12 de mar. de 2011

Manifestantes visitam a residência de Kassab exigindo audiência para reverter aumento da tarifa de transporte público


Nesta quinta-feira, 10, manifestantes da frente contra o aumento da passagem fizeram uma visita ao prédio em que mora o prefeito Gilberto Kassab (provisoriamente no DEM) no Itaim Bibi, zona sul da capital. Durante o ato, um boneco simbolizando Kassab foi queimado. Este foi o oitavo ato contra o reajuste da tarefa dos ônibus paulistas que subiu no dia 5 de janeiro de R$ 2,70 para R$ 3,00, um reajuste de 11% contra uma inflação de 5,6% no período. Os manifestantes pedem a abertura de negociação com o prefeito.